quinta-feira, 22 de junho de 2017

Feriado prolongado registra 74 mortes e 1.150 feridos nas estradas federais

O feriado de Corpus Christ terminou com 74 pessoas mortas e 1.150 feridas nas estradas federais, segundo balanço divulgação nesta segunda-feira (19). De acordo com os dados da Polícia Rodoviária Federal, os dois índices tiveram redução em relação ao mesmo feriado no ano passado.
A operação especial da corporação teve início na última quarta (14) e terminou no domingo (18). Nesses cinco dias, foram contabilizados 230 acidentes graves –aqueles com feridos graves ou óbitos–, o que corresponde a uma queda de 20,7% na comparação com os 290 de 2016.
No caso dos feridos, a queda foi de 6,7%, passando de 1.232 no ano passado para 1.150 em 2017, e de 37% na contagem de mortes, pulando dos 118 óbitos registrados em 2016 para 74 neste ano. O número geral de acidentes, que incluem as batidas sem feridos graves ou mortes, não foi informado pela Polícia Rodoviária Federal.

Acidente envolvendo ônibus deixou 10 mortos no Piauí durante feriado prolongado de Corpus Christi

Um dos acidentes mais graves aconteceu na região próxima ao povoado de Paus, em Monte Alegre do Piauí (786 km de Teresina), onde um ônibus tombou, deixando dez mortos e 18 feridos, no último sábado (17).
Durante os cinco dias, policiais rodoviários federais também realizaram 47.357 testes do bafômetro, que resultaram em 941 autos de infração por embriaguez – aumento de 32% em relação a 2016, quando foram registrados 714. Ao todo, 120 condutores foram detidos por dirigir sob efeito de álcool.
As fiscalizações resultaram ainda em 3.149 autuações por falta de cinto de segurança e 454 autos de infração por falta de capacete. Outros 391 condutores foram autuados por falta do uso de cadeirinha –um aumento de 50% em relação ao ano passado, quando foram registradas 261 autuações desse tipo.
A ultrapassagem irregular também marcou o feriado prolongado como um dos principais motivos de multa –ao todo, 5.262 condutores foram autuados por cometer essa infração. A polícia também registrou 76.082 imagens de condutores com excesso de velocidade com radares em rodovias federais.
Apenas em São Paulo, o feriado de Corpus Christi contabilizou 58 acidentes, que resultaram em 57 pessoas feridas e três mortes. Além disso, 79 pessoas foram flagradas sem cinto de segurança, 35 fazendo uso de telefone celular e 123 fazendo ultrapassagem em locais proibidos.

Fonte: Folha de São Paulo (http://folha.com/no1894101)

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Taxistas aderem a aplicativos e cai procura por ponto de táxi em SP

Os taxistas de São Paulo estão usando mais os aplicativos de celular do que os telefones dos pontos de táxi para atender os passageiros. O aparelho que era frequentemente usado pelos clientes e que fica em uma espécie de guarita nos principais pontos da capital perdeu espaço, e em vários locais os motoristas já não se preocupam em ficar perto do telefone para receber as chamadas. Preferem olhar para o celular.
A capital tem mais de 1,3 mil pontos de táxi da capital paulistana, muitos dos quais ficam vazios boa parte do dia. 
Além dos pontos de táxi, a cidade de São Paulo possui também mais de 3,2 mil vagas registradas para os táxis comuns. São 1.022 vagas localizadas na Zona Oeste, 772 no Centro, 658 na Zona Sul, 540 na Zona Leste e 276 na Zona Norte.
Essas vagas são sorteadas pela Prefeitura, com regras definidas por uma portaria de 2013. E, em caso de vaga ociosa, o órgão informa que preenche com outro taxista, de acordo com as normas da portaria.
Alguns taxistas afirmam, porém, que dar plantão no ponto de táxi ainda é lucrativo.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Queda nos ganhos após chegada da Uber faz taxistas devolverem licenças em Florianópolis

Por: LEONARDO GORGES / Diario Catarinense



Queda nos rendimentos estimada em 50%, 60% ou até mesmo 70%. Horas parados no ponto à espera de um passageiro. Falta de uma perspectiva de melhora. Desde a chegada da Uber em Florianópolis, em setembro do ano passado, essa é a realidade vivida pelos taxistas da Capital. A concorrência com o aplicativo de transporte, que oferece corridas até 40% mais baratas, já fez com que muitos motoristas desistissem do táxi.

Não são apenas os taxistas que estão vendo seus ganhos minguarem. Permissionários, os chamados donos das placas, que recebem da prefeitura a permissão para explorar o serviço de táxi e, em sua maioria alugam os carros para outros condutores auxiliares, também estão sentindo o baque. Nos últimos meses, nove deles já devolveram as licenças para a prefeitura e ao menos outros 30 tiraram os carros de circulação por conta própria, segundo o sindicato da categoria (Sinditáxi). 

Esse desânimo é latente no ponto da Praça Santos Dumont, na Trindade, até pouco tempo o mais lucrativo da cidade. Por lá, em meio ao cenário de desesperança, quase todos pensam em mudar de carreira. É o caso de Alexsandro Ribeiro, que trabalha há três anos como taxista. Antes da chegada da Uber, ele costumava ganhar cerca de R$ 3 mil por mês. Hoje, esse valor não passa de R$ 1,2 mil.

— Não tenho mais ânimo para levantar e vir trabalhar. Essa semana ainda fico no táxi, mas na próxima eu já vou no Sine (Sistema Nacional de Emprego) atrás de outra coisa — afirma.

Situação semelhante é vivida pelo colega Carlos Junior. Ele conta que já se inscreveu em ao menos cinco vagas oferecidas em um site. Segundo ele, antes,um táxi na Trindade conseguia ganhar até R$ 600 brutos em dias bons. Agora, quando chega a R$ 200 já é uma alegria.

— Antes, a maioria fazia uma escala de 24 horas de trabalho por 24 horas de folga. Agora, muitos estão trabalhando 15 ou 16 horas todos os dias para conseguir pelo menos o que comer — diz. 

Para Diego Collet, que trabalha com táxi há seis anos, uma das alternativas seria virar motorista da própria Uber, porém ele conta que não tem um carro adequado aos padrões pedidos pelo aplicativo. Na última segunda-feira, em conversa com o DC, ele apontou para o seu bloquinho de controle e mostrou que havia feito apenas três corridas pequenas das 6h30 até as 11h.

— Eu também estou pensando em largar. Nosso ganho caiu mais da metade e, além disso, a gente nunca tira férias. Em seis anos, só tirei 10 dias para a minha lua de mel — conta.


Motoristas de táxis precisam esperar por horas para conseguir um passageiro
                                            Foto: Diorgenes Pandini / DC

Entre os donos de placas, também impera a desesperança. Quando eles alugam os carros para que outra pessoa preste o serviço, em geral, o ganho se divide entre 30% para o motorista auxiliar e 70% para o permissionário, que arca com a manutenção do veículo e todos os custos, do combustível ao imposto. Mas também há quem dirija o próprio carro, como Jaodfren Farias, que trabalha no ponto da Rua Francisco Tolentino, no Centro. 

Ele foi um dos aprovados no concurso público de 2015 que colocou 210 novos táxis nas ruas. Largou um emprego de gerente comercial em uma empresa de máquinas para se dedicar exclusivamente ao novo serviço.

— Hoje me arrependo — diz.

Segundo ele, o faturamento líquido mensal caiu 60%, para menos de R$ 3 mil. Farias não se diz contra a Uber, mas pede uma regulamentação do serviço, para haver uma "concorrência leal". Hoje, os táxis têm de passar por uma vistoria a cada seis meses e são cobradas taxas e impostos para prestar o serviço — que nem a Uber, nem os motoristas que trabalham com o aplicativo pagam.

— Temos que disputar na qualidade do serviço. No preço, a Uber vai continuar a "dar de relho" — conta.

Taxistas reclamam de "concorrência desleal"  com Uber, que não paga taxas e impostos
Foto: Diorgenes Pandini / DC



Regulamentação patina

Projetos para regulamentar o serviço de transporte por aplicativos tramitam desde o ano passado na Câmara de Florianópolis. Ainda na gestão de Cesar Souza Junior, uma comissão chegou a ser formada na prefeitura para debater o tema, porém não houve avanço. Na semana passada, o prefeito Gean Loureiro pediu o arquivamento de um projeto que estava pronto para ser votado no Legislativo. A justificativa é de que emendas descaracterizaram a proposta enviada pelo Executivo em janeiro e que havia incongruências com um projeto que tramita na Câmara Federal sobre o tema.

Segundo o secretário municipal de Mobilidade Urbana, Marcelo Silva, uma nova comissão está sendo formada com representantes da prefeitura, dos taxistas e dos aplicativos de transporte. A ideia é apresentar um projeto à Câmara até o final de julho. No Brasil, o transporte por aplicativos já é regulamentado nas cidades de São Paulo e Porto Alegre.

Silva diz ainda que as nove placas devolvidas pelos permissionários à prefeitura serão repassadas, com o aval da Procuradoria do município, a aprovados que ficaram na lista de espera no concurso de dois anos atrás. Sete das licenças que retornaram ao Executivo são desse último processo seletivo. 

Ao todo, Florianópolis tem 646 táxis. A Uber não informou o número de motoristas atuando em Florianópolis. Disse apenas que são "mais de 50 mil" colaboradores em todo o Brasil. 

Melhora no serviço é essencial

Para o professor Daniel Pinheiro, do departamento de Administração Pública da Universidade do Estado de Santa Catarina (Esag/Udesc), o serviço de táxi vive um momento de ajuste. Antes mesmo da chegada da Uber, a crise econômica já havia diminuído o número de clientes. 

— Embora Florianópolis tenha sentido menos a crise do que outros lugares, sempre há um impacto nos serviços e as pessoas acabam segurando um pouco os gastos. Como o táxi geralmente não é a primeira opção de transporte, é uma das primeiras coisas a ser cortada — diz Pinheiro.

O acadêmico acredita que os taxistas continuarão a sofrer com queda de rendimento num futuro próximo, porém o serviço não vai acabar e a melhora passa necessariamente por uma mudança no serviço oferecido ao cliente:

— Com um cenário de concorrência, é natural que ocorra esse ajuste. O tempo de os taxistas tratarem mal os clientes passou. O bom motorista sempre vai ter passageiro.

Pinheiro diz também que pesquisas realizadas na Udesc apontam que o morador de Florianópolis ainda tem uma tendência a escolher o táxi, portanto há terreno a ser reconquistado. Na opinião do professor, o serviço possui a vantagem de ser um transporte teoricamente mais seguro para o passageiro, enquanto a Uber tem os fatores preço e novidade a seu favor.


— O serviço de táxi já teve uma melhora significativa, com a renovação da frota, por exemplo. Porém a postura no serviço ainda deixa muito a desejar — finaliza.


terça-feira, 6 de junho de 2017

Taxistas de SP se manisfestam para cobrar nova regularização do Uber

Taxistas fizeram uma carreata pelas ruas de São Paulo para pressionar sobre uma nova regularização do Uber. O ato começou no estádio do Pacaembu, na Zona Oeste, e terminou em frente a um hotel na Zona Sul. Outro ato de taxistas ocupou parte do Viaduto do Chá, onde fica a Prefeitura.
Eles queriam pressionar a Prefeitura de São Paulo a publicar o decreto que irá regulamentar novas regras para os aplicativos ao transporte individual de passageiros. Ele preveria, por exemplo, a fiscalização do Uber pela administração municipal. Atualmente, o Uber atua em São Paulo por conta de uma regulamentação da gestão anterior, do prefeito Fernando Haddad (PT).

Sobre o protesto de taxistas, Doria (PSDB) afirmou que a prefeitura tem uma boa relação com a categoria e que continuará dialogando. Segundo ele, a crise econômica afetou o setor e os aplicativos acabaram divindindo o mercado ainda mais.
"Já reduzimos taxas para que pudessem ter uma equidade melhor e continuamos estudando o assunto e dialogando", disse Doria. No último mês, a administração flexibilizou o pagamento de parcelas para a categoria táxi preto e permitiu a devolução do alvará.
 

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