quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Rio e governo federal assinam termo para reduzir mortes no trânsito

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O ministro das Cidades, Alexandre Baldy, e o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, assinaram segunda feira (13), no Palácio Guanabara, sede do governo estadual, o Termo de Cooperação para Segurança Viária – Road Safety. O documento referenda diretrizes do Ministério das Cidades e da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) visando à redução das mortes no trânsito.

De acordo com o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, a iniciativa vai complementar o trabalho feito no estado para reduzir os acidentes e mortes no trânsito. “Nós, no âmbito do governo federal, estamos buscando retomar a meta de redução de 50% das mortes nos próximos anos. O lançamento do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito, o Pnatrans, esse ano, é mais um passo neste sentido”, afirmou.

O governador Luiz Fernando Pezão agradeceu a parceria com o Ministério das Cidades em outras áreas, como na habitação e na mobilidade urbana. Pezão destacou casos de políticas públicas de sucesso no Rio de Janeiro, com a Lei Seca, considerado referência nacional: “Nas emergências dos hospitais, nos finais de semana, o movimento caiu mais de 40%”, disse.

Para o diretor do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Maurício Alves, no Rio de Janeiro, essa cumplicidade de ações “tem avançado a passos largos, sendo um grande modelo de gestão eficiente e que busca o objetivo maior, que é reduzir de forma absoluta o número de mortes e acidentes no trânsito.”

Mortes no trânsito
Os acidentes de trânsito no Brasil matam cerca de 45 mil pessoas por ano e deixam mais de 300 mil com lesões graves. Em rodovias, custam à sociedade cerca de R$ 40 bilhões por ano e nas áreas urbanas, cerca de R$ 10 bilhões.

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

NY se torna a primeira grande cidade dos EUA a restringir Uber

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Câmara aprova projeto, que deve ser sancionado pelo prefeito; lei também prevê pagamento mínimo a motoristas

A Uber se tornou uma das maiores histórias de sucesso do Vale do Silício e mudou a maneira pela qual pessoas de todo o mundo se deslocam pelas cidades, mas vem enfrentando escrutínio cada vez mais intenso das autoridades regulatórias e dificuldades para superar sua imagem como companhia determinada a crescer a qualquer custo, não importa qual seja o impacto disso para as cidades.

Na quarta-feira (8) a gigante da tecnologia sofreu um grande revés em seu maior mercado nos Estados Unidos, quando o legislativo municipal de Nova York estabeleceu um limite para o número de veículos que a Uber e outras companhias de serviços de carros podem oferecer na cidade; as autoridades esperam que isso sirva de modelo para outras cidades que estão buscando maneiras de cercear a empresa.

O legislativo aprovou um pacote de medidas que suspende a concessão de licenças novas para veículos da Uber e serviços semelhantes por um ano, enquanto o governo municipal estuda a situação do setor.

As novas leis também permitem que o município estabeleça um padrão mínimo de pagamento para os motoristas.

As novas regras tornarão Nova York a primeira grande cidade americana a restringir o número de veículos em operação por serviços de carros e a estabelecer normas quanto à remuneração dos motoristas.

A posição agressiva de Nova York desperta questões sobre o crescimento da Uber, em um momento no qual a empresa, cujo valor de mercado é estimado em US$ 48 bilhões (R$ 180 bilhões), planeja avançar rumo a uma oferta pública inicial de ações a ser realizada no ano que vem.

O prefeito Bill de Blasio e Corey Johnson, o presidente do legislativo municipal, dizem que os projetos de lei vão conter os congestionamentos de trânsito cada vez mais graves na cidade e melhorar os baixos salários dos motoristas.

"Vamos suspender a concessão de novas licenças em um setor que foi autorizado a proliferar sem qualquer fiscalização ou regulamentação apropriada", disse Johnson antes da votação, afirmando que as regras não reduziriam os serviços existentes para os nova-iorquinos que recorrem a apps de carros.

De Blasio apoiou as novas leis e deve colocá-las em vigor. A suspensão de licenças novas para veículos a serviço da Uber e similares entraria em vigor no momento em que o prefeito assinar as leis.

PREÇOS MAIS ALTOS

A Uber alertou seus passageiros para o fato de  que as medidas resultarão em aumento de preços e esperas mais longas, se ela não conseguir acompanhar a crescente demanda por seus serviços.

Os apps de serviços de carros se tornaram uma segunda opção crucial para os nova-iorquinos que enfrentam os atrasos constantes nos trens do metrô da cidade, como aconteceu nesta quarta-feira, quando problemas de sinalização uma vez mais paralisaram os trens em vastas áreas do município.

A batalha quanto ao futuro da Uber em Nova York foi causada em parte pela preocupação crescente sobre os problemas financeiros dos motoristas —um problema exposto pelo suicídio de seis motoristas nos últimos meses. Nesta quarta-feira, um grande grupo de motoristas se manifestou diante da prefeitura antes da votação, com cartazes que mostravam os nomes dos seis motoristas que se suicidaram.

Nova York é a mais recente cidade a enfrentar a questão de como regulamentar a empresa.

Em Londres, o mercado mais lucrativo da Uber na Europa, a companhia reconquistou recentemente sua licença para operar táxis, depois de aceitar regulamentação mais severa, o que inclui fornecer dados de tráfego às autoridades municipais.

A Uber também enfrentou batalhas regulatórias em cidades americanas como Austin, no Texas, e em países como Canadá, Brasil e Itália.

O novo presidente-executivo da empresa, Dara Khosrowshahi, iniciou uma campanha diplomática mundial para reparar a imagem da Uber, depois de uma série de controvérsias, entre as quais acusações de discriminação e assédio sexual contra trabalhadoras da companhia.

A Uber criticou a decisão do legislativo de Nova York quanto a suspender a concessão de licenças, mas disse que trabalharia para atender à crescente demanda apesar das limitações à operação de novos veículos.

"A pausa de 12 meses que o município decretou na concessão de novas licenças colocará em risco uma das poucas opções de transporte confiáveis e nada fará por resolver os problemas do metrô ou aliviar os congestionamentos", afirmou Josh Gold, porta-voz da Uber, em comunicado.

A Uber anunciou que contatará imediatamente as dezenas de milhares de motoristas de veículos para transporte pago de passageiros que já têm licenças mas trabalham para outras empresas e que tentará convencê-los a mudar de bandeira.

A empresa disse que também continuaria a pressionar por outra solução, que criaria um pedágio para acesso a áreas congestionadas de Manhattan, mas requereria aprovação pelo legislativo estadual.

Muitos especialistas acreditam que o pedágio em áreas congestionadas é a melhor solução para resolver os congestionamentos em Nova York e obter as verbas necessárias para consertar os problemas do metrô. Johnson apoia a ideia, mas De Blasio expressou oposição a ela.

O governador Andrew Cuomo, que controla o metrô, disse que pressionaria pela aprovação da medida na próxima sessão legislativa, para ajudar a custear um plano de reforma do metrô.

AIRBNB

O legislativo municipal também agiu recentemente para regulamentar o Airbnb, outro grupo de tecnologia, que desordenou o setor de hotelaria. O democrata Johnson, que assumiu a presidência do legislativo municipal em janeiro, não demorou a tomar medidas audaciosas e a se posicionar sobre questões importantes, entre as quais convencer o prefeito a bancar cartões de transporte público vendido pela metade do preço para os nova-iorquinos mais pobres.

Muitos motoristas da Uber e taxistas dizem apoiar a proposta de suspensão na concessão de licenças. Eles esperam que isso reduza o influxo de novos veículos que estão congestionando as ruas da cidade, e lhes permita fazer mais corridas e ganhar mais dinheiro. A Uber e os demais serviços de carros só poderão adicionar novos carros às suas frotas se eles tiverem acesso para passageiro em cadeiras de rodas.

O democrata De Blasio tentou sem sucesso restringir a concessão de novas licenças à Uber em 2015. De lá para cá, o número de carros para transporte pago de passageiros na cidade disparou para mais de 100 mil, ante 63 mil em 2015, de acordo com a prefeitura.

Se o governo municipal estipular um pagamento mínimo de US$ 17,22 (R$ 65) por hora, isso resultaria em um aumento médio de 22,5% na receita dos motoristas, de acordo com um estudo conduzido por economistas independentes.

Cerca de 40% dos motoristas de veículos para transporte pago de passageiros têm rendas tão baixas que se qualificam para o programa federal de saúde Medicaid, e cerca de 18% deles se qualificam para assistência alimentar do governo, de acordo com o estudo.

O setor de táxis foi dizimado pela ascensão da Uber. O preço de uma licença para operação de táxi em Nova York caiu de mais de US$ 1 milhão (R$ 3,75 milhões) para menos de US$ 200 mil (R$ 750 mil).

Elizabeth Cassarino, taxista em Nova York, diz que apoia a suspensão na concessão de licenças e que espera que isso melhore os negócios para os táxis. Dirigindo seu táxi pelas ruas congestionadas de Manhattan, na quarta-feira, ela disse que já tinha estourado os limites de seus cartões de crédito e que vinha enfrentando dificuldades para comprar comida.

Fonte: Folha de São Paulo

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Veja 4 razões para evitar o celular enquanto dirige

4 razões para evitar o celular ao dirigir

Embora a internet e todos os aplicativos que o aparelho móvel possuem estejam dominando o nosso cotidiano, é necessário esquecer a tecnologia em alguns momentos, especialmente no trânsito, pois o condutor precisa estar atento não só à forma como está dirigindo, mas também a forma como os outros motoristas e pedestres estão se comportando.

Caso contrário, uma simples ligação ou envio de SMS pode custar caro, já que, de acordo com algumas pesquisas, as chances de acidentes podem aumentar em 400%. Confira os motivos para você ter mais atenção no trânsito:

1. Multa para o condutor
O primeiro motivo que iremos destacar para você evitar dirigir ao celular está ligado diretamente ao seu bolso. No Brasil, o condutor que dirige falando ao celular — mesmo via fone ou viva-voz — é multado, além de ter pontos somados à Carteira Nacional de Habitação (CNH).

2. Dirigir ao celular é tão perigoso quanto a ingestão de álcool
Segundo uma pesquisa da instituição inglesa RAC Foundation, o envio de mensagens pelo smartphone é capaz de retardar o período de reação do condutor em 35%. Para você ter uma ideia, esse percentual é muito acima da demora provocada pelo álcool — que é de 12%. Já imaginou?

3. O motorista perde a visão 360º
Quando dirige ao celular, você perde a visão 360º que deve ter com a ajuda dos retrovisores e prejudica a sua atenção no trânsito. Isso acontece porque, ao usar o celular, o condutor fica com uma visão denominada tubular, isto é, só consegue visualizar o que está à sua frente.

4. Não vê os buracos na pista
Outra consequência de dirigir usando o celular é não enxergar com antecedência os buracos que estão na pista, as placas e outros imprevistos que surgem na via.

Normalmente, um condutor demora cerca de 2,5 segundos para começar a frear diante de um imprevisto na rodovia, quando o veículo está a velocidades entre 80 e 100km/h. Se o motorista está na cidade, o tempo de reação é menor: 0,75 segundos.

Em contrapartida, para digitar dois algarismos no celular, o motorista demora 2 segundos. Assim, geralmente, quando percebem o imprevisto, não há mais tempo para frear.

Dicas para não dirigir ao celular e ter mais atenção no trânsito
Se você tem nomofobia (medo de ficar sem o celular por algum motivo), recomendamos que desligue o aparelho ou deixe-o no bolso enquanto dirige. Colocá-lo no banco de trás também pode ser uma boa ideia para não cair na tentação de dar uma espiadinha a cada notificação que receber.

Motorista novato ou experiente, vale se atentar a essas dicas para não entrar em enrascadas por causa de uma mensagem ou ligação que poderia ter sido atendida mais tarde. Pense nisso e dirija com cuidado! Participe da campanha Trânsito Mais Gentil!

Fonte: Porto Seguro

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Manutenção de freios: qual a importância e como fazer?


O sistema de freios é um dos componentes de segurança mais importantes do carro. Por isso, fazer a manutenção de freios regularmente, além de evitar que possíveis defeitos fiquem mais graves, também é zelar pela sua segurança.

O motorista deve ficar atento a todos os sinais que o veículo dá quando algo está errado com os freios. Porém, ainda mais importante é realizar sempre as manutenções preventivas e evitar que problemas aconteçam.

Especialmente hoje em dia, que os veículos contam com cada vez mais tecnologia embarcada como ABS (sistema que evita que as rodas derrapem numa freada), EBD (controle de tração/estabilidade, que utiliza os freios) e muitos outros sistemas, é muito importante que tudo esteja em ordem antes de pegar a estrada e viajar seguro.

No post de hoje, apresentaremos os benefícios da manutenção preventiva dos freios, seus componentes e também como identificar possíveis problemas no seu carro. Vamos lá?

Os benefícios da manutenção de freios preventiva

Os sistemas de freio estão ficando cada vez mais complexos e contando com ainda mais tecnologia embarcada. Isso não é nada ruim, afinal, tudo isso veio para trazer mais segurança ao veículo e seus ocupantes.

Por isso, a manutenção preventiva tem se tornado cada vez mais importante na vida dos motoristas. Fazer um check-up antes de pegar a estrada e evitar que algo possa apresentar problemas é a chave para garantir que um possível defeito não se torne um problema ainda maior.

Afinal, a quantidade de componentes que fazem parte do sistema de freios é grande, então, quanto mais cedo alguma falha for detectada, melhor.

Muitas vezes, a manutenção preventiva pode até não custar nada, como os serviços gratuitos oferecidos para clientes Porto Seguro Auto nos Centros Automotivos Porto Seguro, que cobrem o diagnóstico do sistema de freios e também outras checagens que ajudam na durabilidade do sistema, como os amortecedores, molas e fluídos.


Quais componentes fazem parte do sistema de freios?

Pedal
O pedal talvez seja o componente mais simples, mas também o que mais fica em contato com o motorista. Ele serve para acionar os freios e, geralmente, é regulado para que o motorista não tenha que fazer tanta força para parar o veículo.

Servo freio (hidrovácuo)
O hidrovácuo multiplica a força do pedal e a transfere para todo o sistema de freios do veículo, deixando o acionamento muito mais fácil e seguro, já que o motorista não tem que se antecipar ou fazer muito esforço, deixando a frenagem mais natural.

Fluído de freio
Os fluídos de freio nada mais são que óleos especialmente desenvolvidos para esses sistemas. É importante utilizar apenas esse tipo de óleo nos freios, já que eles apresentam as condições de resistência e elasticidade ideais para transferir a força da frenagem para as rodas.

Cilindro mestre
O cilindro mestre é o componente responsável por levar o fluído de freio até os pistões presentes nas pinças ou tambores de freios. Por ser enviado em alta pressão pelo cilindro, o fluído é capaz de exercer a força necessária para imobilizar o carro.

Mangueiras e canos
As mangueiras e canos do sistema de freio também são componentes simples, mas essenciais para seu funcionamento. As mangueiras são projetadas especialmente para atuar nos freios e aguentar as altas pressões que uma frenagem demanda.

Pastilhas e lonas
As pastilhas e as lonas de freio são os componentes responsáveis por criar a fricção necessária para que o carro desacelere e pare. Eles são feitos de um material especial, que cria resistência ao disco ou ao tambor e interrompe o movimento gradualmente.

Discos e tambores
Os discos e tambores são as peças que recebem a pressão das pastilhas e das lonas, criando fricção e parando o carro.  

Quando fazer a manutenção preventiva dos freios?

Cada fabricante tem uma recomendação específica para quando realizar a manutenção preventiva dos componentes que formam o sistema de freios. Por isso, cheque sempre o manual do proprietário para ter informações mais precisas.

Caso haja mau funcionamento de algum dos itens, é preciso a avaliação de um profissional para determinar se é preciso ou não realizar a troca.


Fique atento aos sinais de problema com os freios

No dia a dia com o carro, é bom ficar atento a alguns sinais que podem indicar problemas no sistema de freios. Abaixo, apresentamos a lista dos mais comuns para você ficar atento:

  • trepidação no volante: se ao frear você sentir alguma trepidação no volante, pode ser sinal de disco empenado;
  • barulho de “ferro com ferro”: se ouvir este barulho durante as frenagens, pode ser um sinal de que as pastilhas precisam ser substituídas;
  • pedal de freio baixo: se o pedal de freio estiver muito baixo, pode ser falta de fluído (geralmente indicada no painel) ou também algum problema com o servo ou até o cilindro mestre.


Essas são apenas algumas dicas para você ficar de olho e garantir que não haja dor de cabeça com esse sistema tão importante.

Fonte: Porto Seguro