terça-feira, 1 de março de 2016

Alunos cadeirantes de SP ficam sem transporte escolar

A categoria quer valor fixo mensal e a Prefeitura quer pagar por aluno


Transportadores escolares de São Paulo e a Prefeitura não chegaram a um acordo sobre os preços pagos para o serviço e alunos com problemas de locomoção.
A categoria diz que a Prefeitura não renovou contratos para o transporte que venceram em janeiro e fevereiro de 2015 e que a gestão quer pagar um valor menor do que o necessário para manutenção dos custos. Já a Prefeitura alega que o programa Vai e Volta, de transporte escolar gratuito, "foi revisto para ampliar a oferta de serviços aos alunos e assim garantir que todos os beneficiários sejam atendidos”.
Segundo a presidente da Simetsp , Kátia Rodrigues, até o início de fevereiro havia 270 vans realizando o serviço. Agora, segundo ele, não chegam a 50. A prefeitura diz não ter o número de crianças que não estão frequentando as aulas devido ao problema.

"A Prefeitura quer pagar R$ 775 por mês por criança (cadeirante), mas temos um custo mensal de manutenção da van de cerca de R$ 7 mil que eles não querem mais pagar. Para isso, teríamos que transportar 10 crianças, mas não há como, porque cada van leva apenas 2 crianças por vez e podemos fazer no máximo duas viagens (nos horários das aulas pela manhã e à tarde)", explica Kátia.

A idéia da Prefeitura é que, junto com o cadeirante, sejam levados outros alunos. Os Transportadores escolares não concordam, falando que não é possível e que o valor não compensa.
"A maioria dos contratos com a Prefeitura venceu agora e, além da prefeitura não renovar, falaram para o Tribunal de Contas do Município que querem pagar apenas o valor por cadeira, o que não é viável para nós. Tanto nós quanto os pais estão de mãos amarradas. As crianças estão sem transporte", acrescenta Kátia.

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