terça-feira, 10 de maio de 2016

Haddad libera táxis com passageiro em corredor de ônibus o dia todo



Decisão foi simultânea ao anúncio
da liberação de aplicativos como o Uber.

No mesmo dia em que anunciou a liberação de aplicativos de transporte individual, como o Uber, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad , liberou a presença dos táxis o dia todo, inclusive nos horários de pico, nos corredores de ônibus (que ficam à esquerda) e o uso das faixas exclusivas (que ficam à direita) a veículos mesmo sem passageiros.

A medida representa um recuo da administração, que implantou as restrições aos taxistas a partir da criação das faixas exclusivas, no primeiro ano de Haddad na Prefeitura, em 2013.
Depois disso, a Prefeitura divulgou números mostrando que, nos corredores, a velocidade dos ônibus era limitada em 25,5% no sentido Centro e em 31,6% no sentido bairro nos horários de pico. O secretário de Transportes, Jilmar Tatto, chegou a afirmar que "1% dos usuários de carro atrapalham 99% dos usuários do transporte coletivo".

A proibição de táxis circularem das 6h às 9h e das 16h às 20h veio em março de 2014. À época, o Ministério Público também pedia a retirada dos táxis dos corredores de ônibus e ameaçou a Prefeitura com a instauração de uma ação civil pública para a saída dos veículos.
Agora, Haddad afirma que os engenheiros da Prefeitura constataram que não houve ganhos expressivos nas velocidades dos ônibus com as medidas. "Foi uma decisão tomada no âmbito de um debate no Ministério Público. Os engenheiros entenderam que não trouxe ganhos expressivos para os corredores. Não é aí que está o nosso ganho, possivelmente na reformulação das linhas", disse Haddad nesta terça.

A reformulação, por sua vez, depende em grande parte de que saia do papel a nova licitação de ônibus da cidade, que foi lançada há dois anos e está parada no Tribunal de Contas do Município.
Além do fim da restrição nos corredores, os taxistas comemoram o fato de poder circular sem passageiros nas faixas exclusivas. As faixas foram liberadas gradativamente a partir de 2014, mas a condição de ter passageiro tinha permanecido

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