quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Uber tem de ser regulada como empresa de transportes, decide Justiça da União Europeia

Como empresa de transportes, Uber terá de pagar licenças e benefícios trabalhistas para poder operar nos países do bloco europeu.
Contrariando o que a Uber vem martelando em todos os países em que atua – que é uma empresa que presta serviços na área da sociedade da informação –, o Tribunal de Justiça da União Europeia determinou exatamente o contrário: a empresa presta sim um serviço, mas na área dos transportes.
A decisão que representa uma fragorosa derrota para a gigante norte-americana foi anunciada nesta quarta-feira (20 de dezembro). Através de um comunicado o tribunal deixou claro que considera que a Uber “não se limita a um serviço de intermediação” que estabelece a ligação, por via de um aplicativo, entre “um motorista não profissional que utiliza o seu próprio veículo e uma pessoa que pretende se locomover no meio urbano”.
Segundo o entendimento da instância judicial máxima da União Europeia, “o aplicativo fornecido pela Uber é indispensável tanto para os motoristas como para as pessoas que pretendem se locomover na cidade”. Ao mesmo tempo, entretanto, o Tribunal de Justiça considera que “a Uber exerce também uma influência decisiva nas condições da prestação de serviços desses motoristas”.
A decisão da Suprema Corte Europeia surge num momento crucial para a empresa, que tem sido alvo de contestação por taxistas em vários países europeus. Mais ainda: deixa a porta aberta para que os Estados-membros da União Europeia obriguem a empresa de aplicativo de transporte individual a cumprir as mesmas regras a que estão obrigadas outras empresas que operam na área dos transportes, como os serviços de táxis.
Logo após a decisão oficial do tribunal, a Uber emitiu uma declaração onde diz que a sentença “não vai mudar a situação na maioria dos países da União Europeia“, onde a empresa já opera “de acordo com as leis de transporte“.
E acrescentou: “No entanto, milhões de europeus ainda estão impedidos de usar aplicativos como o nosso. Como o nosso novo CEO referiu recentemente, é necessário regular serviços como a Uber e por isso vamos continuar o diálogo com as cidades em toda a Europa. Esta é a abordagem que vamos tomar para garantir que todos possam ter uma viagem confiável com um simples toque num smartphone“.

Fonte: Diário do Transporte. Link: https://diariodotransporte.com.br/2017/12/20/uber-tem-de-ser-regulada-como-empresa-de-transportes-decide-justica-da-uniao-europeia/

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Motoristas de aplicativos ignoram início de nova regra

Norma da gestão Doria começa a valer no dia 7 de janeiro (Foto: Divulgação)

Faltando menos de um mês para o fim do prazo, motoristas de aplicativos ainda não começaram a procurar autoescolas para fazer o curso para tirar licença para trabalhar na capital. A obrigação está na nova regra do serviço e deve entrar em vigor no dia 7 de janeiro.
Pela regra, quem não estiver com a documentação em dia poderá ser multado, ter o veículo apreendido e até ser descredenciado.
O curso tem duração de 16 horas (12 à distância e quatro presenciais) e, ao fim, permite tirar o ConduApp (Cadastro Municipal de Condutores). Outra obrigação é que o veículo deve passar por uma vistoria, o que garante aos motoristas o CSVAPP (Certificado de Segurança do Veículo de Aplicativo).
Segundo Claudia Moraes, diretora da Procondutor, empresa que tem parceria com 85 autoescolas na capital, a procura pelos cursos está abaixo da esperada. “De 1º de dezembro até hoje, houve apenas 25 matrículas nos centros de formação com os quais temos parceria.”
“Não posso tomar uma atitude precipitada”, afirma o motorista da Uber Luiz Carlos Sansevero, 66 anos. “A empresa ainda não mandou nenhum comunicado a respeito. Vi que saiu o projeto no Senado e estou esperando para ver se vai valer a pena.”
Ele aposta que as novas regras da prefeitura não vão entrar em vigor por conta do projeto aprovado pelo Senado em outubro passado
Os senadores tiraram da proposta inicial a possibilidade de que prefeituras regulamentem o serviço. Também derrubaram a obrigação de ter placa vermelha, de o motorista ser dono do carro e de trabalhar apenas no município onde o veículo está registrado. O projeto ainda depende de discussão da Câmara dos Deputados.

Uber afirma que vai criar campanha para alertar sobre regulamentação

A Uber disse que está criando uma campanha para alertar os motoristas parceiros sobre as novas regras da prefeitura, que passam a valer em janeiro de 2018.
Segundo a empresa, a nova regulamentação causa uma intervenção excessiva e uma burocracia que vai prejudicar a vida dos paulistanos que usam o serviço.
Além disso, a Uber diz que a medida pode inviabilizar a atividade para um terço dos motoristas na capital ao proibir carros com mais de cinco anos de uso e placas de fora de São Paulo.
Procuradas pela reportagem, a 99 e Cabify, que também gerenciam aplicativos de motoristas, não se pronunciaram.

Prefeitura diz que não prevê estender prazo
A gestão João Doria (PSDB) afirmou que a nova regra para o transporte individual permanece válida, uma vez que a regulamentação federal ainda tramita no Congresso Nacional.
As novas regras entram em vigor em 7 de janeiro de 2018 e, segundo a prefeitura, não há previsão de prorrogação. Veículos com placas de outras cidades não poderão embarcar passageiros em São Paulo, mas poderão desembarcá-los.

Fonte: Jornal Agora

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Novo radar da CET flagra mais de 230 mil infrações em 1 mês

Medida foi adotada na capital paulista para evitar que os condutores reduzam a velocidade apenas quando passam por radares

Novo método de fiscalização é feito através da velocidade média nas pistas (Marcelo Camargo/ABr/Agência Brasil)

Mais de 230 mil motoristas foram flagrados desrespeitando o limite de velocidade em vias de São Paulo desde 1º de novembro, quando a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) adotou a fiscalização de motoristas pela velocidade média nas pistas. O número equivale a cerca de 4% dos veículos fiscalizados.
Os radares capazes de calcular a velocidade média dos veículos estão posicionados nas avenidas Jacu-Pêssego, 23 de Maio, Bandeirantes e na pista expressa da Marginal Tietê. A Jacu-Pêssego foi o local mais crítico, com 221 mil infrações.
Em seguida, estão as avenidas 23 de Maio, com quase 7 mil autuações, a dos Bandeirantes (2 mil autuações) e Marginal Tietê (250 condutores autuados).
Os motoristas infratores não são multados, mas recebem cartas de advertência alertando sobre a necessidade de respeitar os limites de velocidade no trânsito.
A medida foi adotada na capital paulista para evitar que os condutores reduzam a velocidade apenas quando passam por radares.
Quando o veículo passa pelo primeiro radar, o horário e a velocidade são registrados e, se o condutor alcançar o segundo radar mais rápido do que o tempo previsto, fica comprovada a infração.
De acordo com a prefeitura, a punição ainda precisa ser regulamentada pelo órgão federal para que passe a valer. Assim, os motoristas seriam multados e pontuados na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Em nota, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) informou que aguarda, desde o início do mês passado, resposta a uma consulta feita ao Ministério das Cidades sobre o entendimento de que não cabe ao órgão regular sobre a fiscalização por velocidade média.
O Denatran acrescentou que a possibilidade de punição por dirigir acima da velocidade média dependeria de alterações nos limites impostos pelo Código de Trânsito Brasileiro.
Mais de 230 mil motoristas foram flagrados desrespeitando o limite de velocidade em vias de São Paulo desde 1º de novembro, quando a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) adotou a fiscalização de motoristas pela velocidade média nas pistas. O número equivale a cerca de 4% dos veículos fiscalizados.
Os radares capazes de calcular a velocidade média dos veículos estão posicionados nas avenidas Jacu-Pêssego, 23 de Maio, Bandeirantes e na pista expressa da Marginal Tietê. A Jacu-Pêssego foi o local mais crítico, com 221 mil infrações.
Em seguida, estão as avenidas 23 de Maio, com quase 7 mil autuações, a dos Bandeirantes (2 mil autuações) e Marginal Tietê (250 condutores autuados).
Os motoristas infratores não são multados, mas recebem cartas de advertência alertando sobre a necessidade de respeitar os limites de velocidade no trânsito.
A medida foi adotada na capital paulista para evitar que os condutores reduzam a velocidade apenas quando passam por radares.
Quando o veículo passa pelo primeiro radar, o horário e a velocidade são registrados e, se o condutor alcançar o segundo radar mais rápido do que o tempo previsto, fica comprovada a infração.
De acordo com a prefeitura, a punição ainda precisa ser regulamentada pelo órgão federal para que passe a valer. Assim, os motoristas seriam multados e pontuados na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Em nota, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) informou que aguarda, desde o início do mês passado, resposta a uma consulta feita ao Ministério das Cidades sobre o entendimento de que não cabe ao órgão regular sobre a fiscalização por velocidade média.
O Denatran acrescentou que a possibilidade de punição por dirigir acima da velocidade média dependeria de alterações nos limites impostos pelo Código de Trânsito Brasileiro.

Fonte: Exame. Link: https://exame.abril.com.br/brasil/novo-radar-da-cet-flagra-mais-de-230-mil-infracoes-em-1-mes/

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Detran-SP promove arrecadação de brinquedos em campanha de Natal

Brinquedos em bom estado podem ser doados em um dos postos de atendimentoDurante o mês de dezembro, todas as unidades do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) vão arrecadar brinquedos em bom estado. Eles serão doados para instituições que atendem crianças em todo o estado.
Para doar é preciso ir a um posto de atendimento e deixar a contribuição até o dia 15 de dezembro. Nos cartazes da campanha afixados nas unidades é possível confirmar para qual local as doações serão encaminhadas.
Para confirmar o endereço da unidade de atendimento em sua cidade, acesse o site do Detran-SP ou entre em contato com o disque Detran.SP pelos telefones 3322-3333 (Capital e municípios com DDD 11) e 0300-101-3333 (demais localidades).

Serviço
Vídeo da campanha: http://bit.ly/2AKi104
Site: www.detran.sp.gov.br
Contato telefônico: Capital e municípios com DDD 11: 3322–3333. Demais localidades: 0300–101–3333.
Atendimento: de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e aos sábados, das 7h às 13h

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

DTP divulga edital de sorteio de vagas em pontos privativos de estacionamento da modalidade Táxi

Serão sorteadas 2.912 vagas remanescentes para motoristas em situação regular vinculados a alvarás de táxis das categorias Comum e Táxi Preto em São Paulo. As inscrições começaram quinta-feira, dia 23, e o sorteio será realizado em dezembro.

O Departamento de Transportes Públicos (DTP) da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes (SMT) publicou nesta quarta-feira, 22 de novembro de 2017, o edital para o sorteio de vagas em pontos privativos para táxis das categorias Comum e Táxi Preto, em veículos convencionais ou adaptados ao transporte de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. O ultimo sorteio desse tipo ocorreu em 11 de dezembro de 2013.
Ao todo, serão 2.912 vagas, identificadas após levantamento, e que correspondem a vagas que não estão sendo utilizadas nos pontos de estacionamento já instalados em São Paulo. Elas estão distribuídas em todas as regiões da cidade, sendo 662 delas no Centro, 534 na Zona Leste, 861 na Zona Oeste, 271 na Zona Norte e 584 na Zona Sul.
De acordo com o diretor do DTP, Marcos Landucci, o objetivo do sorteio é utilizar as vagas ociosas nos pontos de táxi, atendendo uma demanda comum da população e dos taxistas: “Após mais de três anos do último sorteio, nossa expectativa é de preenchimento de todas as vagas. Este sorteio atende a um antigo pedido dos taxistas e será feito de modo transparente, seguro e moderno.”

Como participar do sorteio
As vagas são destinadas a motoristas em situação regular e vinculados a alvarás de táxi comum e preto. O interessado em participar do sorteio pode ser o titular do Alvará de Estacionamento, o segundo motorista, o coproprietário ou o preposto.
Além disso, o interessado não pode ter sido excluído de um ponto privativo de estacionamento nos últimos 12 meses e também precisa estar em dia com o pagamento da outorga do Táxi Preto, no caso dos integrantes desta categoria. 
As inscrições para participação no sorteio devem ser realizadas entre as 0h00 de quinta-feira, dia 23 de novembro, até as 23h59 min do dia 7 de dezembro, por meio do site https://www3.prefeitura.sp.gov.br/sorteioponto/.
No momento da inscrição, o motorista receberá um número de protocolo com o qual concorrerá ao sorteio. O protocolo deverá ser impresso e guardado até a finalização do processo.

Data do sorteio e divulgação dos resultados
O sorteio das vagas ocorrerá no dia 22 de dezembro às 11h, na sede do DTP, por meio do software de Escolha dos Bilhetes Premiados da Nota Fiscal Paulistana. A utilização do software não gerará nenhum custo para o DTP. A lista dos candidatos contemplados com seus respectivos pontos de estacionamento será publicada no Diário Oficial da Cidade até o dia 02 de janeiro 2018.
Documentação e prazo para preenchimento das vagas sorteadas
Os contemplados deverão comparecer ao DTP juntamente com o titular do Alvará de Estacionamento, munidos de documentação de porte obrigatório, Alvará de Estacionamento, Condutax e do protocolo de inscrição para a inclusão na vaga do ponto privativo obtida pelo sorteio, entre os dias 02 de janeiro e 02 de fevereiro de 2018.

O interessado em concorrer a uma das vagas pode obter mais informações e sanar eventuais dúvidas por meio do telefone: 2796-3299, nos ramais 816, 820 ou 822.

Fonte: Prefeitura de São Paulo. Link: http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/transportes/noticias/?p=245153

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Motorista paulistano reduz 25% à velocidade do veículo quando avista um radar

Motorista em alta velocidade. (Foto: Divulgação)
Um estudo realizado pela Cobli revelou que o motorista médio de São Paulo reduz 25% a velocidade do veículo quando avista um radar, e apenas 10 metros depois do equipamento já está de volta à sua velocidade anterior. 
Além de comprovar o hábito que alguns condutores têm de tirar o pé do acelerador apenas quando estão perto dos radares, o levantamento conseguiu também quantificar os riscos envolvidos na atitude. 
"Freadas bruscas aumentam 14% à uma distância de 10 metros dos radares. Além dos riscos de acidentes, esse tipo de comportamento promove um desgaste excessivo dos componentes de freio como as pastilhas e discos para carros leves e tambores e lonas para veículos pesado. A atitude também aumenta gastos relacionados com combustível e pneus", explica Rodrigo Mourad, diretor de operações da empresa.
Os números foram obtidos através de um levantamento de mais de dois milhões de dados de velocidade de 91 radares de 50 km/h das avenidas 23 de Maio e Marginal Tietê, em São Paulo. 
Os dados foram levantados depois que a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) divulgou que iriam começar a fiscalizar o motorista pela velocidade média que ele leva de um ponto a outro nas avenidas 23 de Maio, Bandeirantes e Marginal Tietê. A medida já está valendo desde a quarta-feira (01/11), mas como a legislação federal não permite a aplicação de multas com esse tipo de fiscalização, os motoristas que forem flagrados apenas receberão uma carta notificando o excesso de velocidade. 
De acordo com a pesquisa, se a nova medição gerasse multas, os motoristas paulistanos seriam autuados 39,7% a mais, por ano.

Fonte: Cobli – Jornalista Roberta Caprile. Link: www.cobli.co - fb/CobliBrasil

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Assédio impulsiona negócios exclusivos para público feminino

Carla Müller, sócia do Centro de Treinamento Mulheres no Volante, em São Paulo-SP
O crescente número de denúncias de assédio tem estimulado negócios para atender apenas o público feminino. Para as clientes de serviços como aplicativo de transporte e autoescola ter uma mulher no comando passa mais segurança e conforto.
A ideia da administradora Gabriela Corrêa, 35, surgiu depois de ser assediada em um táxi. Ela preferiu não denunciar o motorista, mas teve a ideia de abrir junto com a irmã o aplicativo Lady Driver, serviço de transporte exclusivo para mulheres.
Com R$ 500 mil próprios, a administradora procurou aceleradoras, mas a ajuda veio de investidores-anjo, que aportaram R$ 1 milhão. Corrêa treina as motoristas e dá dicas para melhorar o faturamento. "Algumas estão conseguindo uma renda de até R$ 1.500 por semana", diz. A sócia acredita que seu diferencial é deixar clientes mais seguras e à vontade durante a viagem. A empresa não revela o faturamento.
Para Ana Fontes, presidente da Rede Mulher Empreendedora, o desafio é avaliar se de fato há interesse do público no serviço. "O projeto deve resolver um problema claro, por isso é vital testar o modelo antes de abrir as portas", diz.
Também é preciso acompanhar novas tendências. "Isso evita que você seja vítima de uma moda, como já vimos em outros tipos de negócio, que acabam com superoferta", afirma a consultora do Sebrae Ariadne Mecate.

VOLANTE
Para a empresária Carla Müller, 38, de São Paulo, os tempos de instrutora na autoescola do pai mostraram que muitas mulheres tiravam a carteira de motorista, mas preferiam não dirigir.
Müller viu aí uma oportunidade e há três anos abriu o Centro de Treinamento Mulheres no Volante, no bairro da Saúde (zona sul), em São Paulo. A segunda unidade foi inaugurada em julho do ano passado em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo).
O curso é apenas para quem já tem habilitação, mas precisa de aulas para "desenferrujar". Uma psicóloga atende quem tem medo de dirigir. "Muitas são viúvas ou recém-separadas e dependiam por muito tempo dos parceiros como seus motoristas", afirma Muller. Há também casos de mulheres cujos companheiros dizem ter ciúme e preferem aulas com instrutoras.
Müller recorreu a um empréstimo e uma carta de crédito de um consórcio para comprar os carros. Foram investidos R$ 200 mil na escola de São Paulo e R$ 110 mil na de São Bernardo. Foi difícil encontrar instrutoras. Para isso, recorreu a cursos de formação na hora de contratar.
Hoje a unidade da Saúde tem uma média de cem clientes por mês e fatura em torno de R$ 55 mil. Já a escola do ABC tem entre 40 e 50 matrículas mensais e um faturamento que oscila entre R$ 45 mil e R$ 48 mil, em parte puxado pelos adicionais para quem faz aulas na estrada.
Como só oferece curso para quem tem CNH, a empresária costuma fazer divulgação nas autoescolas de conhecidos e da família, que atua no setor. "Os serviços se complementam", afirma Müller, que faz planos para ampliar a marca a partir de 2019.

A CARA DELAS - Perfil das empresárias brasileiras
75% das empreendedoras brasileiras abriram a empresa após a maternidade;
55% delas buscavam mais qualidade de vida, mas 39% trabalham nove horas ou mais;
39 anos é a média de idade das empreendedoras;
73% fizeram empréstimos para investir no negócio;
35% delas são microempreendedoras individuais.

Fonte: Folha de São Paulo. Link: http://folha.com/no1931006

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Condutores já podem testar a nova CNH digital pelo celular

Carteira nacional de habilitação eletrônica (Foto: Divulgação)
Cidadão pode testar e se habituar a nova versão do documento
Motoristas de todo o Brasil já podem testar, no site do Serpro a versão de demonstração da CNH eletrônica, documento digital que será usado a partir de fevereiro de 2018.
A solução digital foi desenvolvida pela empresa de tecnologia da informação do governo federal para o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). O documento digital terá o mesmo valor jurídico do impresso, com o diferencial da praticidade e segurança.
A CNH-e é um aplicativo mobile e estará disponível para download, a partir de fevereiro do próximo ano, nas lojas virtuais Apple Store e Google Play. A ferramenta vai armazenar todas as informações da carteira impressa, inclusive foto e QR Code, que garante autenticidade ao documento.
Futuramente, o motorista também poderá conferir, pelo aplicativo, a pontuação de infrações cometidas, ser avisado quando a CNH estiver perto de vencer e saber sobre campanhas de trânsito.
Caso o motorista perca o smartphone e necessite bloquear o aparelho para impedir o uso de sua conta e acesso ao seu documento, deverá acessar o portal de serviços do Denatran e solicitar o bloqueio.

Solicitação e uso
Para solicitar a CNH-e, o motorista já deve ter uma habilitação impressa com QR Code e se cadastrar no portal de serviços do Denatran. Caso o condutor já tiver cadastro no Sistema de Notificação Eletrônica (SNE), solução que possibilita o pagamento de multas de trânsito com 40% de desconto, não será necessário novo cadastro. A solicitação deve ser feita pelo portal com a mesma senha de cadastro do SNE.
Além disso, os motoristas devem informar ou atualizar seus e-mails e telefones nos departamentos de trânsito estaduais (Detrans). Caso a pessoa possua certificado digital, pode fazer as atualizações de e-mail e telefone diretamente no portal do Denatran, sem a necessidade de se dirigir aos Detrans.
O cadastro será ativado com o envio de um link para o e-mail informado, solicitando que o usuário realize login no aplicativo pelo aparelho que deseja ter a CNH digital. O motorista deverá criar um Número de Identificação Pessoal (PIN), com quatro dígitos, que deverá ser memorizado para acesso posterior ao documento digital.

Veja aqui como irá funcionar: 

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Motorista que estourar 20 pontos perderá CNH por 6 meses, diz Detran-SP

Antes, o tempo mínimo era de um mês. A pontuação vale para infrações cometidas desde 1º de novembro de 2016.
Nova regra para suspensão da CNH (Foto: Divulgação)
A partir de quarta-feira (1º), o motorista que acumular 20 pontos ou mais na carteira de habilitação estará sujeito a uma suspensão da CNH por no mínimo seis meses, segundo o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP). Antes, o tempo mínimo era de um mês. A pontuação vale para infrações cometidas desde 1º de novembro de 2016. A decisão vale para todo o país.
O período maior de suspensão foi estabelecido pela Lei Federal nº 13.281, que promoveu alterações no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Em vigor desde novembro de 2016, a norma produzirá efeitos nos processos de suspensões a partir de agora porque o condutor é penalizado ao somar ou ultrapassar 20 pontos no período de 12 meses contados a partir da primeira infração.
Motoristas reincidentes na perda da CNH no período de um ano receberão a pena mínima de oito meses. Atualmente, nesses casos, é de seis meses. Já o tempo máximo permanece em 24 meses.
De janeiro a setembro, 424.625 condutores tiveram a habilitação suspensa no estado. Na cidade de São Paulo foram 187.266 no período.
O condutor não tem a habilitação suspensa imediatamente após somar os 20 pontos na CNH. Ele é notificado pelo Detran.SP sobre a abertura do processo e tem o direito de apresentar defesa em diversas instâncias, conforme garante a legislação federal. O recurso pode ser apresentado de forma online no portal www.detran.sp.gov.br.
Ao ter a suspensão decretada, o cidadão recebe uma notificação para comparecer à unidade do Detran-SP, entregar a habilitação e assinar o termo de suspensão, quando terá início o cumprimento da pena. A partir desse momento, o motorista está impedido de dirigir. Caso conduza qualquer veículo, poderá ter a habilitação cassada por dois anos.
Depois de cumprir a suspensão, a CNH será restituída e o motorista poderá voltar ao volante após apresentar o certificado de conclusão do curso de reciclagem - oferecido pelos Centros de Formação de Condutores (CFCs) de forma presencial ou a distância. Quem tem a habilitação cassada, além da reciclagem, tem de refazer os exames médico, psicotécnico, teórico e prático de direção veicular.

Fonte: G1. Link: https://g1.globo.com/carros/noticia/suspensao-de-cnh-por-20-ou-mais-pontos-em-multas-passa-a-ser-de-seis-meses-a-partir-desta-quarta-diz-detran-sp.ghtml

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Vai pegar a estrada no feriado? Confira 5 dicas para viajar com segurança

No feriado viaje com segurança. (Foto: Divulgação)
Feriado emendado sempre é sinônimo de viagem. E nesta época, muitas famílias aproveitam para fugir da rotina e descansar.
Mas antes da viagem é importante ficar atento a alguns detalhes para evitar dores de cabeça. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o 4º país com mais mortes no trânsito na América. Para isso, mostraremos 5 dicas para viajar com segurança e garantir um feriado tranquilo.

Confira:
1- Faça a revisão do seu carro com antecedência
É importante sempre checar o nível de água e óleo, o funcionamento dos freios, dos faróis e da suspensão, o estado dos pneus, a parte elétrica, com as luzes de freios, piscas, lanterna, faróis e painel e o nível do tanque de combustível, além dos documentos do carro e da habilitação.

2- Cuide-se: Alimente-se bem e esteja descansado
Dê preferência a comidas leves e evite alimentos que você não tem o costume de comer. E vale aquele alerta de sempre. Nunca beba e dirija. Também é importante descansar. Dirigir cansado ou com sono é tão perigoso quanto estar alcoolizado. Se for o caso, pare o carro e descanse.

3- Use o cinto de segurança
O uso do cinto de segurança é obrigatório para todos os ocupantes do veículo. Em caso de acidentes, o cinto pode ajudar a salvar vidas.

4- Respeite os limites de velocidade
Muitos acidentes acontecem porque motoristas não respeitam os limites de velocidade ou tentam fazer ultrapassagens perigosas. Lembre-se. É melhor ir mais devagar e chegar inteiro do que acelerar seu veículo e correr riscos.

5- Dirija com segurança
Mantenha sempre a distância de segurança para evitar acidentes com freadas bruscas. Para ter tempo de reação, o ideal é ter 3 segundos para o carro da frente. Use também os avisos de luz e lembre-se que o uso de faróis é obrigatório na estrada. Por último, não jogue lixo pela janela. Além da falta de educação, a atitude ainda pode causar acidentes.
Fonte: Leandro Ferraz, gerente de Negócios de Frota da ValeCard

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Governo cria norma para multar pedestres e ciclistas a partir de 2018

Pedestres atravessam rua fora da faixa, em São Paulo
Pedestres e ciclistas flagrados cometendo alguma infração de trânsito no país serão multados. É o que estipula uma nova resolução regulamentada pelo Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), órgão do Ministério das Cidades, nesta sexta-feira (27).
O governo informou que a fiscalização entrará em vigor nos próximos 180 dias, a partir da data de publicação da nova norma.
O pedestre que permanecer nas vias por onde passam os carros ou aquele que cruzar pistas em viadutos, pontes ou túneis serão autuados. Também ficou proibido atravessar pistas dentro das áreas de cruzamento. A autuação para pedestres e ciclistas já estava prevista no Código de Trânsito Brasileiro, mas ainda não havia sido regulamentada.
A regulamentação 706/2017 ainda prevê punição para quem andar fora de faixas próprias, como ciclovias, e de passarelas de passagem. A punição ao pedestre, de R$ 44,19, é o equivalente a 50% do valor da infração considerada leve.
O ciclista que for flagrado pilotando uma bicicleta em local proibido ou que estiver guiando o veículo de forma agressiva será multado em até R$ 130,16 (infração média). Ele terá ainda a bicicleta recolhida pelos agentes de trânsito.
"Ainda que o pedestre seja a parte mais frágil, ele também pode causar um acidente quando não cumpre as regras do trânsito e coloca todos os outros em situação de risco", disse Elmer Vicenzi, diretor do Denatran.
Segundo Meli Malatesta,especialista em mobilidade a pé, a medida traz uma injustiça ao trânsito brasileiro. "Ainda que as infrações a pedestres e ciclistas estejam previstas no Código Brasileiro de Trânsito, não há infraestrutura nas ruas e avenidas brasileiras para que essas categorias trafeguem. Quem anda a pé muitas vezes não tem a escolha de atravessar na faixa, pois a faixa não existe, ou não está no seu trajeto", analisa ela. "O pedestre é hoje a maior vítima do trânsito e não é assim que iremos diminuir este cenário. Hoje o pedestre não tem nem os seus direitos garantidos".
Meli ainda critica a medida que diz ter sido tomada sem o esperado debate público.

Multa
De acordo com o Denatran, o agente de trânsito que verificar a infração terá que preencher um documento chamado "auto de infração", que poderá ser eletrônico, com todos os dados pessoais do infrator. O órgão não informou como será feita a cobrança nos casos em que o ciclista ou o pedestre se negar a fornecer sua identificação.
A nova resolução ainda diz que todos os órgãos envolvidos na fiscalização do trânsito, como Dnit, polícia rodoviária e prefeituras, ficarão responsáveis por implementar seus modelos de auto de infração.

Fonte: Folha de São Paulo. Link: http://folha.com/no1930759

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Com novas regras, São Paulo terá menos ônibus

Corredor de ônibus na avenida Eusébio Matoso, na zona oeste de São Paulo
A administração do prefeito João Doria aguarda para os próximos dias a votação da matriz energética dos ônibus municipais, na Câmara Municipal, para publicar o edital com as regras da concorrência para operação do serviço de transporte coletivo de São Paulo. Assim que o Legislativo aprovar a lei que define a redução do uso do diesel nos próximos 20 anos, o edital da rede de ônibus dará um prazo de cerca de 40 dias para entrega de propostas. A escolha das empresas deve ocorrer até o início de 2018.
Não há mais tempo a perder: na semana passada, o Tribunal de Contas do Município fez a Prefeitura saber que não admite novos adiamentos. Afinal, o processo começa com um atraso de mais de quatro anos: iniciado pelo prefeito Haddad, em 2013, foi suspenso diante dos protestos contra aumentos de tarifa e nunca mais retomado.
Depois de muitos anos e discussões de inúmeras ideias, como projetos de entrada de novos concorrentes estrangeiros e outras novidades radicais, o paulistano deve esperar poucas mudanças.
As companhias ganhadoras devem ser as mesmas que exploram o serviço hoje, com pequenos rearranjos: entre as grandes empresas há uma tendência a desfazer os consórcios atuais e concorrer cada uma por si; já entre as antigas cooperativas de perueiros, algumas se tornaram poderosas; vão disputar nacos maiores do sistema. Nada que altere demais a estrutura atual, o que poderia deflagrar uma disputa mais agressiva.
A principal mudança será a redução do número de veículos nas avenidas e corredores, para aumentar a sua velocidade. O problema de São Paulo não é falta de ônibus, mas a lentidão que força a circulação de mais carros. Hoje, muitas linhas locais chegam da periferia e entram nos corredores, congestionando-os com carros vazios. Essas rotas agora vão acabar em terminais. Nos corredores, ficarão só ônibus maiores e rápidos. O número total de veículos cairá cerca de 15% (2 mil) mas aumentará a oferta de assentos.
As privatizações dos terminais e da cobrança do Bilhete Único serão definidas posteriormente. Isso causa apreensão entre empresas, que acham que tudo é interligado e deveria ser planejado junto.
A questão dos combustíveis: a lei de Mudanças Climáticas, de 2009, determinou que não houvesse mais emissões de gases de efeito estufa pelos ônibus paulistanos a partir de 2018. As administrações Kassab e Haddad não trocaram os ônibus. O prazo acabou e não dá para renovar 100% da frota (15 mil ônibus) em um ano.
O presidente da Câmara, Milton Leite, propôs no início do ano adotar um prazo longo demais. O consenso foi criado em torno de um substitutivo do vereador Gilberto Natalini, recém-saído do cargo de secretário do Meio Ambiente. Ele propõe: 50% de redução nas emissões de gases de efeito estufa até 2027 e 100% até 2037.
Outro ponto polêmico superado é o do prazo do contrato. A lei aprovada pelo prefeito Haddad prevê contratos de 20 anos, renováveis por mais 20. O Tribunal de Contas acha muito e quer contratos de dez anos. Dória queria a redução, mas a administração avalia que ela não passaria na Câmara. Sem tempo a perder, vai estabelecer contratos de 20 anos sem renovação, o que resulta no prazo total mais curto.
Enfim, como dizia Tomasi di Lampedusa ("O Leopardo"), alguma coisa mudará para que o fundamental continue como está.

Fonte: Folha de São Paulo. Link: http://folha.com/no1929243

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Motorista dirige cerca de duas quadras por dia olhando o celular

Que a mistura de celular e direção não é das melhores, todo mundo já está "careca" de saber. Mas será que as pessoas conseguem imaginar quantos metros por dia dirigem "às cegas" quando decidem dar aquela "olhadinha rápida" no aparelho?

Motorista ao celular (Foto: Divulgação)
A Cobli - startup paulistana de gestão de frotas, telemetria e roteirização - decidiu fazer uma simulação para responder essa pergunta. O exemplo usado foi de uma pessoa que trabalha como motorista de uma frota de entregas e passe, em média, 6 horas por dia dirigindo na velocidade média do trânsito de São Paulo (25,5 km/h). A empresa considerou que, durante esse período, o condutor olharia o celular seis vezes a cada hora e que essa "olhadinha" duraria 4,5 segundos. Ou seja, seria um total de 27 segundos olhando o celular nas 6h em que dirige.
Com base nesses números, a startup concluiu que em um dia de trabalho um motorista dirigiria cerca de 200 metros sem olhar para a via, o correspondente a duas quadras. Indo um pouco mais além, em um ano de trabalho o motorista dirigiria quase 50 km "às cegas", o equivalente a distância de São Paulo até Jundiaí.

Base de dados
Para fazer a simulação, a empresa levou em consideração duas pesquisas. A primeira foi do Centro de Experimentação e Segurança Viária (CESVI Brasil) que analisou esse tipo de conduta e apontou que os participantes do estudo permaneceram entre 0,3 e 4,5 segundos dirigindo às cegas, com um tempo médio de 1,48 segundos para ler e responder uma mensagem.
A segunda pesquisa consultada pela Cobli, foi um levantamento chamado Global Mobile Consumer Survey, realizada pela consultoria Deloitte, que mostra que os usuários brasileiros de smartphones olham seus aparelhos, em média, 78 vezes por dia.

Mais perigoso que álcool:
Atropelar pessoas, bater o carro e perder uma curva são apenas alguns dos riscos que fazem com que o ato de utilizar o celular ao volante seja ainda mais perigoso do que dirigir embriagado. A informação é comprovada por um estudo feito pela instituição inglesa RAC Foundation que revelou que o envio de mensagens ao volante retarda o tempo de reação em 35%, percentual bem acima da demora provocada pelo álcool (12%).
Esse retardo acontece porque o cérebro foca na ação que está sendo feita no aparelho e se "desconecta" com o que ocorre ao redor. Enviar mensagens de texto, por exemplo, aumenta o risco de acidente em 23 vezes e fazer uma ligação diminui a atividade cerebral ligada à direção em 37%, segundo o Instituto de Transportes e Tecnologia de Virgínia (VTTI), ligado a Administração Nacional de Segurança do Tráfego Rodoviário (NHTSA).
Mesmo com todos esses dados, a infração mais recorrente é o uso do celular ao volante: 51,9% dos brasileiros cometem a contravenção. As principais "desculpas", estão o uso de aplicativos (37,7%) e a realização ou o recebimento de ligações importantes ou urgentes (36,1%). Os números fazem parte da pesquisa nacional sobre o comportamento de motoristas no trânsito, realizada pela Arteris, empresa concessionária de rodovias no País.

Infração
Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o uso do celular durante a direção é passível de multa de R$ 293,47 e 7 pontos na carteira.

Fonte: Cobli – Jornalista Roberta Caprile. Link: www.cobli.co - fb/CobliBrasil

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

SPTáxi: Aplicativo da prefeitura para táxis poderá dar até 40% de desconto

SPTáxi: Vantagens para taxistas e passageiros.
A prefeitura de São Paulo anunciou nesta quarta-feira (12/10) a criação de um aplicativo gratuito para taxistas, chamado de SPTáxi. A tecnologia terá o mesmo sistema desenvolvido pela prefeitura do Rio de Janeiro, na gestão de Crivella, que está em testes desde Junho, e permitirá que os motoristas ofereçam descontos entre 10% e 40% de desconto, com o objetivo de atrair passageiros que atualmente usam outras plataformas de transporte.
No Rio, 10 mil do total de 38 mil taxistas já se cadastraram no aplicativo e a previsão é de que até o fim do mês já esteja disponível para os passageiros. Em São Paulo, a gestão Dória acredita que em 90 dias a versão para testes deverá estar pronta.
O aplicativo permitirá que o passageiro saiba o valor da corrida e o tempo de espera pelo carro e aceitará o pagamento em dinheiro, cartões de crédito e débito. Os descontos serão definidos pelos taxistas e oferecidos de acordo com a oferta de passageiros.
Por se tratar de um serviço regulamentado pela prefeitura, Crivella e Dória garantem que o aplicativo trará benefícios e maior segurança para o passageiro e vantagens para o taxista que se incluirá de forma positiva na realidade dos transportes por aplicativo.

Fonte: Jornal Agora

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Comitê Municipal de Uso do Viário regulamenta normas obrigatórias para setor de transporte individual de passageiros por aplicativo

Entre os novos requisitos está a exigência de emplacamento de veículos na cidade de São Paulo. Período de adaptação será de 180 dias
 Comitê Municipal de Uso do Viário (CMUV) regulamenta as normas que passam a ser exigidas de motoristas e das empresas de transporte individual de passageiros por aplicativo e dos condutores cadastrados para operar nelas.

Com a nova regulamentação, os veículos utilizados pelos condutores credenciados nos aplicativos cadastrados na Prefeitura só vão poder ter placas licenciadas cidade de São Paulo. O prazo de adaptação às normas é de 180 dias da publicação da resolução.

A medida foi implementada por meio da Resolução nº 16 do CMUV publicada nesta quarta-feira (12/7) no Diário Oficial da Cidade. O desrespeito às regras levará à apreensão do veículo em ações de fiscalização. As empresas do setor que descumprirem a regulamentação podem ser multadas e até descredenciadas pela Prefeitura.

“A obrigatoriedade do emplacamento dos veículos na cidade de São Paulo visa cumprir a legislação referente ao IPVA. Um veículo deve estar registrado no local onde ele efetivamente circula”, explica o secretário de Mobilidade e Transportes. “Outros requisitos da resolução vão garantir a segurança dos passageiros, como o cadastro obrigatório para os condutores de aplicativo e a necessidade de inspeção dos veículos.”


 REGRAS PARA CONDUTORES E VEÍCULOS

Os veículos utilizados pelos motoristas credenciados nas empresas de transporte individual de passageiros por aplicativo deverão ter sido fabricados há, no máximo, cinco anos; ser submetidos a inspeção veicular anual; comprovar contratação de seguro que cubra acidentes de passageiros, além do seguro obrigatório (DPVAT); e ainda possuir identificação visível e legível afixada em sua parte exterior indicando a qual empresa do setor o condutor está cadastrado.

Os condutores também terão de fazer curso de formação de 16 horas em locais certificados pelo Departamento de Transportes Públicos (DTP) e apresentar atestado de antecedentes criminais. E as empresas do setor devem armazenar toda a documentação exigida por lei dos motoristas e disponibilizá-las à Prefeitura quando acionadas.

 CONDUAPP E CSVAPP

A nova resolução do CMUV também criou o Cadastro Municipal de Condutores (Conduapp) e o Certificado de Segurança do Veículo de Aplicativo (CSVAPP). Ambos são obrigatórios para os motoristas de aplicativos. A documentação dos condutores deve ser encaminhada pelas empresas do setor ao Departamento de Transportes Públicos (DTP), que tem o prazo de até dez dias úteis para validar a documentação e disponibilizá-los ao solicitante.

Para a obtenção do Conduapp é necessário ter Carteira Nacional de Habilitação (CNH) com autorização para exercer atividade remunerada válida; comprovante de residência em seu nome; Certidão Estadual de Distribuição Criminal do Estado de São Paulo; certidão de aprovação em curso de treinamento de condutores de 16 horas-aula autorizado pelo DTP - sendo 12 horas de curso à distância e quatro horas de curso presencial -; além de comprometer-se a prestar os serviços única e exclusivamente por meio de empresas do setor cadastradas na Prefeitura.

O certificado de segurança do veículo é obtido mediante apresentação, por parte do motorista cadastrado em alguma das operadoras dos aplicativos, do certificado de aprovação de inspeção veicular e do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) no Município de São Paulo. O interessado também deve possuir um automóvel com a data de máxima de fabricação exigida pela legislação; ter identificação visível e legível afixada na parte externa do veículo indicando em que empresa do setor está cadastrado e, caso não seja dono automóvel que utiliza para trabalhar, apresentar declaração do proprietário autorizando seu uso para tal fim.

As operadoras dos aplicativos ainda necessitam enviar ao DTP, junto com a documentação de seus condutores, uma declaração de que o veículo foi inspecionado e está apto a prestação do serviço atendendo os requisitos de segurança veicular, de limpeza e higiene.

Fonte: Prefeitura de São Paulo - Mobilidade e Transportes. Link: http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/transportes/noticias/?p=237438

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Londres proíbe Uber de operar a partir do dia 1º

Agência que regula o transporte alega falta de segurança do aplicativo, que promete ir à justiça.
O Uber não terá sua licença renovada para operar em Londres a partir de 1º de outubro. O anúncio foi feito ontem pela TfL (Transport for London), agência que regula o transporte público londrino, que classificou os serviços do aplicativo como "inapropriados e inaptos" e alegou falta de segurança. O prefeito Sadiq Khan, apoiou.
A Uber anunciou que iria recorrer imediatamente. A empresa, porém, tem 21 dias para apresentar recurso e está autorizada a trabalhar neste período. Segundo a agência, houve falta de responsabilidade da empresa com "potenciais implicações de segurança e proteção pública".
O órgão demonstrou preocupação com a falta de informações de casos de crimes ocorridos dentro dos carros e a forma como a empresa obtém certificados médicos e antecedentes criminais de seus motoristas.
Outro motivo apontado pela agência foi o uso do software secreto Greyball, que seria capaz de dificultar  a fiscalização do Uber.
Tom Elvidge, gerente geral da Uber em Londres, disse que "os 3,5 milhões de londrinos que usam o aplicativo e os mais de 40 mil motoristas que dependem da Uber para ganhar a vida ficarão atônitos". "Por isso, pretendemos contestar a decisão imediatamente nos tribunais", afirmou ele.

Fonte: Jornal Agora

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Dia Mundial Sem Carro


No dia 22 de setembro, em cidades do mundo todo, são realizadas atividades em defesa do meio ambiente e da qualidade de vida, no que passou a ser conhecido como Dia Mundial Sem Carro.

O principal objetivo é estimular uma reflexão sobre as consequências do uso excessivo do automóvel, a ideia é que essas pessoas experimentem formas alternativas de mobilidade, descobrindo que é possível se locomover sem usar o automóvel.

Em São Paulo, carros e motos não podem circular em algumas das principais ruas do centro, nesta sexta-feira, 22, das 6 horas às 22 horas. A iniciativa chama a atenção para o excesso de veículos particulares na cidade. Somente ônibus, táxis e veículos autorizados pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) poderão circular na região no horário dos bloqueios. 

Estão bloqueadas Rua Boa Vista, Ladeira Porto Geral, Largo de São Bento, Rua Líbero Badaró, Viaduto do Chá e um trecho da Rua Florêncio de Abreu (entre a Ladeira da Constituição e a Rua Boa Vista).

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Semana Nacional de Trânsito


A Semana Nacional de Trânsito, que ocorre anualmente começou hoje e vai até a próxima segunda-feira, 25 de setembro (Dia Nacional do Trânsito) a data foi instituída a partir da criação do Código de Trânsito Brasileiro, em setembro de 1997 e seu principal objetivo é o desenvolvimento da conscientização social sobre os cuidados básicos que todo o motorista e pedestre devem ter.

Todos os anos um tema específico escolhido pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito) é debatido mas este ano diferente de anos anteriores em que o tema era trabalhado apenas em setembro, a campanha se estendeu por um cronograma de ações ao longo do ano, com o principal tema “Minha escolha faz a diferença no trânsito”, que foi abordado com competência através da campanha do Maio Amarelo.

As campanhas e ações visam conscientizar o cidadão da responsabilidade que possui, valorizando ações do cotidiano e visando a participação de todos para o alcance da segurança viária.

O restante do cronograma de ações anuais você confere aqui:

Setembro – Campanha da Semana Nacional de Trânsito (18 a 25 de setembro de 2017);
Outubro – Campanha de conscientização sobre consumo de álcool e direção;
Novembro – Campanha do Dia Mundial em Memória às Vítimas do Trânsito;
Dezembro – Ações de apoio à Campanha RODOVIDA do Governo Federal.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Movebuss realiza Coffee Break em comemoração à inclusão de seus novos veículos no Serviço de Atendimento Especial – Atende em SP


Na manhã desta quarta-feira (06/09), a empresa de transporte coletivo Movebuss promoveu um café da manhã em comemoração à inclusão de seus novos veículos no Serviço de Atendimento Especial – Atende voltado ao transporte adaptado e gratuito destinado a pessoas que tenham vínculo à cadeira de rodas.
O evento reuniu diversos convidados que tornaram o projeto possível, desde executivos, diretores e motoristas, a prestadores de serviços, incluindo Thiago Moreira representante da Bv Corretora de Seguros, responsável pelos seguros da empresa.

A Empresa

A MoveBuss atua na região metropolitana de São Paulo e por mais de uma década vem se aprimorando para ser uma empresa competitiva no mercado.
Treinamentos e capacitações fazem parte de sua rotina, que aborda desde integrações à treinamento técnicos. Visando sempre uma ótima qualificação no ranking do IQT (Índice de Qualidade do Transporte) criado pela SPTrans.

Atende
O Serviço de Atendimento Especial - Atende é oferecido pela Prefeitura de São Paulo, gerenciado pela SPTrans e operado por empresas de transporte coletivo e cooperativa de táxis.
Trata-se do transporte adaptado gratuito, porta a porta, destinado às pessoas com autismo, surdo cegueira ou deficiência física severa, que tenham vínculo à cadeira de rodas.

Para receber o atendimento é preciso realizar o cadastro basta imprimir AQUI a ficha de avaliação médica, encaminhá-la ao medico que realiza o acompanhamento para preenchimento.
Após preenchido, o usuário ou responsável comparece a um dos Postos da SPTrans, entrega a ficha e originais e cópias dos documentos pessoais: RG, CPF ou certidão do nascimento do usuário, RG do responsável e comprovante de endereço de ambos com CEP (água, luz ou telefone).
É entregue um Protocolo de Inscrição e após uma avaliação interna e caso haja enquadramento no perfil há o recebimento da carta com o resultado da inscrição.
Para mais informações entre em contato através 0800 155 234, pela Central de Atendimento 156 da Prefeitura ou Postos de atendimento da SPTrans.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

O papel dos terminais de ônibus no desenvolvimento urbano

Com foco na eliminação das despesas com custeio, operação e manutenção, o governo do Estado de São Paulo lançou, dia 17 de agosto, edital para concessão à iniciativa privada de 15 terminais de ônibus integrados com estações do metrô, por um prazo de 40 anos.
Com o mesmo propósito, a Prefeitura de São Paulo anunciou o lançamento de edital para que empresas apresentem modelos de concessão em 24 terminais de ônibus, prevendo a manutenção, conservação, exploração comercial e administração desses terminais.
As premissas dessas propostas de parceria entre a iniciativa privada e o poder público estão ancoradas em modelos de desenvolvimento urbano orientados pelo transporte e implementados com bastante sucesso em várias cidades do mundo.
Empresários paulistas, principalmente aqueles ligados ao setor imobiliário, deverão avaliar as possibilidades de participação nesse processo, compreendendo, com a maior profundidade possível, os mecanismos que possam orientar o desenvolvimento do entorno desses terminais de ônibus. Dessa forma, a alavancagem e a exploração de produtos imobiliários podem tornar rentável a operação, manutenção e conservação dos terminais, além de induzir o desenvolvimento das regiões próximas.
Terminal de ônibus em São Paulo (Foto: Divulgação)
A grande força e o potencial dos terminais de ônibus como indutores de desenvolvimento estão no expressivo número de pessoas que por ali circulam diariamente. Pessoas que chegam de ônibus aos terminais para acessar a região de entorno, e aquelas que acessam os terminais pelo tecido urbano de entorno para usarem o transporte. Essa massa de pessoas circulando nesses polos pode produzir efeitos econômicos extremamente interessantes se for orientada adequadamente.
Portanto, para os terminais se tornarem indutores de desenvolvimento, precisam estar envoltos por uma área urbana amigável a pedestres, ciclistas e pessoas com deficiência.
Além disso, para o sucesso econômico desse modelo e, portanto, a viabilização da parceria público-privada, os terminais devem estar localizados em regiões que admitam um plano urbanístico, que envolva diferentes modelos de ocupação e coeficientes de aproveitamento apropriados para um adensamento adequado. Não menos importante é a previsão do plano quanto à diversidade de usos e atividades, possibilitando ampla geração de empregos.
Os investimentos públicos no espaço urbano do entorno dos terminais são fundamentais para o sucesso do modelo. Não se pode esperar que os recursos necessários originem-se somente nas margens de lucro possíveis no processo de operação e utilização dos terminais. Outras formas de capturar a mais-valia e ampliar o potencial de arrecadação tributária do entorno usando esse novo modelo de operação devem ser implementados para possibilitar esses investimentos.
A exploração comercial dos espaços dos terminais e seu entorno é um dos aspectos importantes na viabilização econômica da operação. As experiências exitosas desse tipo de intervenção urbana indicam a necessidade de implantação de uma menor quantidade de unidades comerciais no início, para que seja garantida a rentabilidade das unidades de negócio instaladas. Devem também ser priorizadas as marcas consolidadas no mercado, operando com um bom mix de comércio e serviços.
Estamos entrando em uma era importante no que diz respeito ao aproveitamento do potencial dos terminais de transporte para orientarem o desenvolvimento. Não podemos deixar de considerar as experiências de sucesso em outros lugares no mundo, além de aliar a isso as especificidades culturais e regionais das nossas cidades. O caminho é esse, mas devemos desenvolver o processo com competência.

Fonte: Folha de São Paulo. Link: //folha.com/no1913071

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

SP registra quase 3 mortes por dia com acidentes de trânsito entre janeiro e julho


Atropelamentos subiram 19% nos sete primeiros meses deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado (Foto: Reprodução/TV Globo)
Trânsito está mais violento e letal na capital em relação ao mesmo período de 2016, segundo dados do Infosiga, do Governo do Estado.
A cidade de São Paulo registrou uma média de 2,6 mortes por dia entre janeiro e julho de 2017, segundo dados do Governo do Estado. O trânsito está mais violento e letal em relação ao mesmo período de 2016, informou o SP2 desta segunda-feira (21). Ao todo, até julho, foram 522 mortes no trânsito.
Os números oficiais mais recentes do Infosiga, o banco de dados que reúne informações de acidentes de trânsito de diversas fontes, revelam que aumentou o número de mortes de pedestres, motociclistas e ciclistas na capital.
Os atropelamentos subiram 19% nos sete primeiros meses deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. Foram 248 pedestres mortos na cidade.
A morte de ciclistas aumentou ainda mais no período – 64% no período
analisado deste ano e do ano passado.
 Foto: Reprodução/TV Globo
 Foram 23 ciclistas mortos de janeiro e julho de 2017, 91% deles, homens.

Os acidentes fatais envolvendo motociclistas aumentaram quase 10%. De janeiro a julho deste ano foram 189 motociclistas mortos. Apenas no mês de julho, morreram 31 motociclistas, quase o dobro do número registrado em julho de 2016.
A Marginal Pinheiros e a Marginal Tietê registraram as mortes de sete e oito motociclistas, respectivamente. Além disso, três pedestres foram atropelados na Marginal Tietê entre janeiro e julho.
Em nota, Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que monitora constantemente o trânsito da capital para implantar medidas que ajudem a reduzir os acidentes e aumentar a segurança, entre elas, a restrição de motociclistas nas pistas centrais das marginais, faixas monitoradas e aumento de tempo nas travessias.


Acidentes fatais envolvendo motociclistas aumentaram quase 10% de janeiro a julho (Foto: Reprodução/TV Globo)

Fonte: G1. Link: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/sp-registra-quase-3-mortes-por-dia-em-acidentes-de-transito-entre-janeiro-e-julho.ghtml

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Número de multas de trânsito cai 13% em SP, diz Prefeitura

Levantamento indica aumento no número de autuações por desrespeito à placa PARE em cruzamentos sem semáforo.

O número de multas de trânsito aplicadas na cidade de São Paulo caiu 13% nos cinco primeiros meses do ano em comparação com o mesmo período do ano passado, indica levantamento feito com base no Painel Mobilidade Segura, da Prefeitura.
Segundo o balanço, de janeiro a maio foram registradas 5.724.419 multas, contra 6.575.405 no mesmo período de 2016.
O levantamento aponta também diminuição nas multas registradas pelos radares: 4.315.522 nos primeiros cinco meses contra 5.175.822 no mesmo período de 2016 (queda de 16,6%).
Radar Pistola multa veículos em alta velocidade na Marginal Pinheiros
O secretário dos Transportes, Sérgio Avelleda, atribui as quedas nas multas registradas pelos radares a uma “melhor sinalização”. “Com motoristas mais bem orientados, segue-se na tendência de um cenário com condutores que respeitam cada vez mais a legislação", disse.

Placa PARE
Já as multas por desrespeito à placa de parada obrigatória em cruzamentos sem semáforo (a famosa placa “PARE”) saltaram 184% neste ano. Foram 6.856 infrações do tipo registradas de janeiro a maio de 2017, contra 2.412 no mesmo período do ano passado.
Considerada gravíssima, a infração rende multa de R$ 293,47, além de sete pontos na carteira nacional de habilitação (CNH).

Fonte: G1. Link: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/numero-de-multas-de-transito-caem-13-em-sp-diz-prefeitura.ghtml

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Ciclistas e pedestres puxam alta de mortes no trânsito na cidade de SP

Ciclista na ciclovia da Av. Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo

A cidade de São Paulo já acumula entre janeiro e julho deste ano 552 mortes no trânsito (ou 2,38 por dia). O número é cerca de 2% maior em relação ao mesmo período do ano passado. O número de ciclistas, pedestres e motociclistas mortos impulsionaram essa alta. Os dados são do Infosiga, do governo do Estado.
O número de ciclistas mortos na capital paulista aumentou 64% nos primeiros sete meses de 2017, a maior variação no período. As mortes, que saíram de 14 para 23, estão quase que totalmente fora do centro expandido (a exceção é a morte de um homem na avenida Indianópolis, em junho). Elas se espalham pelas nas zonas norte (8), leste (4) e sul (7) da cidade. O sistema do governo paulista não informa a localização de outras três mortes. Pelo menos duas delas, na avenida Imperador e na avenida do Contorno (ambas na zona leste) ocorreram em trechos com ciclovia, onde supostamente o ciclista deveria estar mais protegido de colisões.
Para William Cruz, criador do projeto Vá de Bike, que incentiva o uso seguro de bicicletas no trânsito, a resposta para o crescimento de mortes não está na mudança da estrutura cicloviária. Segundo ele, o clima de disputa entre bicicletas e motoristas pelo uso das ruas se acentuou ao longo de 2017. "Há um clima 'anticiclovia' desde a última eleição. A questão passou a ser muito partidária. E o ciclista que anda todos os dias nas ruas de São Paulo percebe maior tensão e maior ameaça dos motoristas", conta Cruz.
Segundo ele, o clima de tensão é aumentado com declarações do prefeito João Doria (PSDB) que relacionam a presença de ciclovias em frente a lojas da cidade com a subsistência dos comerciantes. Durante a campanha, o atual prefeito chegou a declarar sobre ciclovias pouco utilizadas, que "entre a garantia de vida que esse comércio varejista dá a milhares de famílias e uma ciclovia que não é utilizada por ninguém", ele optaria pelas famílias dos comerciantes.
PEDESTRES E MOTOS
O número de mortes de pedestres também cresceu em São Paulo em 2017. O aumento foi de 19%, variando de 208 para 248 mortes no período. Os pedestres são as vítimas mais frequentes do trânsito paulistano e representam 45% das mortes de 2017. Diferente dos ciclistas, as mortes de pedestres estão espalhadas por toda a cidade, incluindo o centro da cidade.
"O pedestre é vítima de todo mundo no trânsito, é o mais exposto. Não tem travessia segura, não tem tempo semafórico adequado", comenta o especialista em segurança em trânsito Horácio Figueira.
O segundo maior perfil de vítimas do trânsito paulistano são os motoqueiros, que também registrou aumento de mortalidade em 2017. As 189 mortes de motociclistas neste ano superam em 10% as ocorridas em 2016. As mortes ocorrem prioritariamente no entorno do centro expandido. De acordo com especialistas, esse fato comprova que a fiscalização da Polícia Militar e da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) não deve ser centralizada.
Segundo Horário Figueira, o aumento de mortes de condutores de motos na maioria das vezes resulta do uso inadequado do veículo. "Ainda que as motos fossem guiadas por monges budistas, as motos colocariam seus condutores em exposição ao risco, já que é um veículo que não oferece proteção. Imagine se, em vez de monges, colocarmos sobre as motos condutores mal preparados e com a noção de que têm que cumprir seus trajetos de maneira urgente", analisa. Horácio aponta ainda que, apesar da capital paulista ter 14% da frota de motos do Estado, tem 44% dos acidentes fatais com esse tipo de veículo.
O aumento de cerca de 2% das mortes na capital paulista estão na contramão dos número do Estado de São Paulo, onde houve redução de cerca de 2%. Apesar da ligeira melhora, o Estado de São Paulo também viu crescer o número de mortes de motociclistas e de pedestres, 13% e 8% respectivamente.
"Há de se ter vontade política para reverter o quadro atual, que é o mesmo em todo o país. Uma sugestão é parar de mandar agentes de trânsito para fiscalizar zona-azul e guinchar carros, deixar de mandar policiais militares para operações delegadas [que fiscalizam comércio ambulante] e para jogos de futebol. Em vez disso, focar em ações que possam verdadeiramente reduzir o número de mortos na cidade. Fiscalizar infrações tão comuns nas ruas de São Paulo e que não são fiscalizadas", analisa Horácio. "Enquanto políticos e gestores de transito do país estiverem preocupados em não incomodar seus eleitores, teremos mortos e mutilados, e não multados".
Sobre o aumento de mortes no trânsito paulistano, a CET (responsável por gerenciar o trânsito da capital paulista) disse monitorar permanentemente a capital e que está implantando medidas para aumentar a segurança viária. Apesar disso, a CET disse que usa os dados do Infosiga, do governo Estadual, apenas como um dos dados disponíveis para suas análises.

Fonte: Folha de São Paulo. Link: //folha.com/no1911777

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Taxistas protestam contra liberação da Uber e Cabify e fazem corridas com 'táxi solidário' em Curitiba

Trabalhadores dizem que a concorrência dos aplicativos reduziu em até 50% o rendimento da categoria. Corridas exigem quatro passageiros por viagem e custam R$ 5.
Dezenas de taxistas protestam contra a liberação dos aplicativos de transporte de passageiros Uber e Cabify, em Curitiba, desde sexta-feira (21). Os trabalhadores dizem que a concorrência reduziu em até 50% o rendimento da categoria e que, por conta disso, eles decidiram fazer corridas nos mesmos trajetos de alguns ônibus cobrando R$ 5 por passageiro.
O preço é um pouco maior em relação ao da passagem dos coletivos na capital, que custa R$ 4,25. Atualmente, três mil taxistas atuam na capital.
As corridas devem ter quatro passageiros em cada carro por viagem, e os trajetos ainda não estão definidos formalmente, segundo o presidente da União dos Taxistas de Curitiba (UTC). Segundo ele, os veículos partem de pontos estratégicos da cidade onde há maior movimento de passageiros como as praças Rui Barbosa e Carlos Gomes, por exemplo.
Nesta segunda-feira (21), a categoria deve se reunir para definir trajetos fixos para as corridas.
A Urbs, empresa que gerencia os táxis da capital, disse que está monitorando o protesto e que até a manhã desta segunda (21) não havia constatado irregularidades que justifiquem alguma medida administrativa.
Liberação da Uber e Cabify
Na quarta-feira (16), a prefeitura publicou mais algumas regras para a circulação dos aplicativos de transporte de passageiros na cidade. Agora, as empresas terão que repassar, dependendo da quilometragem rodada, até R$ 0,08 para a administração municipal.
Para chegar aos valores, a prefeitura explicou que fez um cálculo de uma média diária de 150 quilômetros rodados por 12 mil motoristas cadastrados nas Administradoras de Tecnologia em Transporte Compartilhado (ATTCs) para chegar ao impacto causado na infraestrutura da cidade.
Os 12 mil veículos, ainda conforme a prefeitura, representam 0,82% do total da frota de veículos na cidade.

Fonte: G1. Link: http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/taxistas-protestam-contra-liberacao-da-uber-e-cabify-e-fazem-corridas-com-taxi-solidario.ghtml

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Custo de carro autônomo preocupa grandes empresas e fabricantes

BMW e Daimler, os maiores fabricantes mundiais de carros de luxo, anunciaram alianças com fornecedores e exaltaram as virtudes que as grandes equipes de engenharia assim formadas teriam para o desenvolvimento de carros autônomo.
Mas outro motivo para esses acordos, segundo executivos e especialistas do setor, é a preocupação de que os carros robotizados talvez não cumpram as expectativas de lucro que causaram a corrida inicial de investimentos.
As montadoras estão cada vez mais interessadas em abrir mão da propriedade direta dos futuros sistemas autoguiados e em distribuir de maneira mais ampla a carga e o risco do investimento.
A tendência representa uma clara mudança de estratégia. Até 2016, a maioria dos fabricantes seguiam estratégias independentes, cujo foco era superar os desafios de engenharia que o desenvolvimento de um carro autoguiado envolve, desconsiderando os desafios de negócios.

Carro pode andar a no máximo 40 km/h no período de testes

"Ainda que o mercado seja substancial, ele talvez não mereça a escala de investimento que atualmente está recebendo", disse um conselheiro de uma das montadoras alemãs que pediu que seu nome não fosse mencionado.
Dezenas de empresas —de montadoras a grupos de tecnologia como Google e Uber— estão disputando um mercado que, segundo a consultoria Frost & Sullivan, responderá por 10% a 15% dos veículos em circulação na Europa em 2030. E alguém certamente terá de sair perdendo.
"É impossível para mim acreditar em que existirão 50 produtores bem-sucedidos de veículos autoguiados", afirmou John Hoffecker, vice-presidente do conselho da consultoria AlixPartners.
Em 2016, a BMW se tornou a primeira grande montadora a abandonar o desenvolvimento solo de carros autoguiados em favor de uma parceria com a fabricante de chips Intel e com a produtora de câmeras e software Mobileye.
"Conversando com outras empresas, você lista os desafios tecnológicos, os aspectos de segurança, e chega à conclusão de que muitos de nós estamos nadando juntos no lodo", disse Klaus Büttner, vice-presidente da BMW.
A Mercedes, da Daimler, veio a combinar seus esforços aos da fabricante de autopeças Bosch, três meses atrás, e a japonesa Honda anunciou estar aberta a alianças na área de carros autoguiados.
Mesmo empresas de tecnologia, donas de recursos generosos, estão se aliando. A Lyft, rival da Uber, e a Waymo, unidade de carros autoguiados da Alphabet (dona da Google), uniram forças em maio.
Klaus Fröhlich, membro do conselho da BMW, disse que a empresa provavelmente perderia dinheiro com sua primeira linha de veículos completamente autoguiados, como fez com a primeira geração de carros elétricos. Mas desenvolver a tecnologia continua a ser uma necessidade, para manter relevância como montadora de automóveis.
"Mas se for possível dividir o peso por meio de uma plataforma, não tenho coisa alguma contra isso."
TÁXI SEM MOTORISTA
Um dos mercados financeiramente mais promissores será o dos táxis sem motoristas, que um dia poderão substituir os táxis convencionais e parte dos transportes públicos, nas grandes cidades.
Os táxis robotizados devem estimular o mercado mais amplo de carros compartilhados e serviços de carros, que movimentou US$ 53 bilhões em 2016 e pode girar US$ 2 trilhões em 2030, segundo a consultoria McKinsey.
Ford e General Motors estão investindo pelo menos US$ 2 bilhões cada no desenvolvimento de veículos autoguiados para frotas urbanas de transporte, que começarão a circular em 2021, concorrendo com empresas existentes e start-ups.
MAIS CUSTOS
O surgimento de alianças vem em um momento no qual as autoridades regulatórias estão pressionando pela criação de padrões para a nova tecnologia, que tem o potencial de reduzir os acidentes de trânsito em até 90%, segundo a Boston Consulting Group.
Especialistas setoriais dizem que essa padronização pode dificultar ainda mais o desenvolvimento de um produto que venha a se destacar, o que coloca em questão de modo ainda mais direto as estratégias independentes e dispendiosas de desenvolvimento de tecnologias.

Fonte: Folha de São Paulo. Link: //folha.com/no1908316

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Pedágio eletrônico terá bônus para difundir novo modelo de cobrança

Pedágio na Imigrantes, que leva ao litoral sul paulista, onde há cabines de
 cobrança automática
Quando dirige seu carro pela rodovia dos Bandeirantes, saindo de São Paulo em direção a Indaiatuba (a 98 km da capital), Rosely Uehara, 58, sempre fica tensa no quilometro 26 da via. "Vai abrir ou não vai? Vai abrir ou não vai?", pensa. Diante da recusa da cancela do pedágio eletrônico em liberar sua passagem, Rosely admite: "Xingo muito! Pago sempre o meu plano em dia, e o pedágio não reconhece meu dispositivo."
Já para o motorista da Uber Marlon Luz, 36, que leva passageiros entre São Paulo e Barueri, o uso do sistema automático nos pedágios é essencial. "Se cada vez que eu passar tiver que parar nas cabines manuais, é tempo e dinheiro que eu perco."
Independentemente da experiência dos motoristas, o pagamento eletrônico de pedágios deve ficar cada vez mais presente. Incentivar este modelo, inclusive dando desconto, é uma das estratégias do governo Geraldo Alckmin (PSDB) para difundir o chamado pedágio Ponto a Ponto.
Na prática, futuramente as concessionárias poderão ampliar postos de controle de veículos ao longo de uma estrada (ou em suas entradas) e cobrar de maneira mais específica pelo trecho de deslocamento dos motoristas. A adoção do modelo é controversa, principalmente em manchas urbanas.
BÔNUS
A difusão de praças de pedágio e os valores cobrados –chegam a R$ 25,60 para carros de passeio na Anchieta e Imigrantes– se tornaram pedra no sapato de gestões tucanas em São Paulo nas últimas duas décadas, alvo de desgaste em sucessivas eleições.
O uso do sistema automático de cobrança –implantado em São Paulo em 2000– passou a ser em 2011 a forma predominante de pagamento de pedágio no Estado.
Desde 2014, porém, o meio eletrônico está estagnado no patamar de 58% dos pagamentos feitos nas rodovias. Para implantar o modelo Ponto a Ponto de maneira ampla, a gestão Alckmin avalia que deve estar na casa dos 80%.
Por isso, os novos contratos de concessão de estradas paulistas estão sendo assinados com uma cláusula que dá desconto de 5% no pedágio ao motorista que passar usando o dispositivo eletrônico.
Os primeiros trechos que deverão ter desconto serão os que saem de Ribeirão Preto (a 313 km de SP) a Igaratá e a Bebedouro. A mudança será possível porque uma nova concessionária assumirá essas estradas em março de 2018.
Até o fim do ano que vem, o avanço dos descontos deve atingir estradas que saem de Ribeirão com destino a São Carlos, Araraquara, Franca e Santa Rita do Passa Quatro.
Para 2018 ainda está previsto o desconto no trecho norte do Rodoanel. O plano é expandir para toda a malha estadual, conforme forem assinados ou renovados os contratos.
Entre os benefícios listados estão a modernização do sistema, a redução da lentidão, a diminuição da emissão de poluentes derivado da queima de combustíveis e o aumento da segurança viária.
Segundo estimativas da Artesp, a cada carro que passa pelas cabines com cobrança manual, quatro passariam pelo sistema automático.
Mas relatos de falhas do sistema, que obrigam veículos a pararem subitamente, provocando risco de acidentes, são frequentes –como os vividos por Rosely Uehara.
Atualmente, quatro empresas estão habilitadas: Sem Parar, ConectCar, Move Mais e Veloe (autorizada a operar no setor há dois meses). Todas são obrigadas, segundo a Artesp (agência estadual que regula o setor), a oferecerem um plano sem adesão e sem mensalidade que seja compatível com as rodovias paulistas.
Editoria de Arte/Folhapress
DEMORA
Com o desconto, o governo do Estado tentará expandir o modelo Ponto a Ponto, testado nas estradas paulistas desde 2011. Naquele ano, um protótipo foi desenvolvido em estradas entre Sorocaba e Campinas, passando por Indaiatuba, e contou com a adesão voluntária de motoristas.
A partir do protótipo, outros três trechos foram implementados até 2014. Desde então, não houve avanços. Segundo a Artesp, os antigos contratos com as concessionárias amarram o modelo.
"O problema do Ponto a Ponto é que as rodovias não foram projetadas para esse modelo e os contratos não permitiam essa modalidade", afirma o diretor-geral da agência, Giovanni Pengue Filho.
ÁREA URBANA
A implantação de pedágios que flagram a passagem de motoristas por trechos cada vez menores é uma modernização do sistema aprovada por especialistas em transporte por trazer maior "justiça tarifária" nas estradas.
O receio, porém, é de que o excesso desses pontos de cobrança automática leve a uma sobretaxa em áreas urbanas adensadas ou onde os motoristas não tenham outra opção para se locomover.
Pelo sistema que está sendo incentivado pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB), em vez de grandes praças de pedágio, as rodovias passarão a ter pórticos que automaticamente identificam a passagem do motorista.
O valor pago futuramente em meio eletrônico pelo motorista será proporcional à quantidade de pórticos por onde passar.
A principal vantagem, de acordo com o governo e especialistas ouvidos pela Folha, é a adoção de um modelo que cobre de maneira mais justa os motoristas em uma rodovia.
Hoje, um condutor que trafegue por 30 km em uma estrada pode não pagar pedágio, a depender do seu ponto de entrada e de saída da via. Enquanto isso, outro motorista, andando cerca de 5 km na mesma estrada, pode ser obrigado a passar por uma praça de pedágio e pagar uma tarifa cheia.
A lógica do modelo Ponto a Ponto é espalhar pelas rodovias sensores que identificam a passagem dos carros num intervalo menor do que a distância atual entre praças de pedágio. A partir disso, os motoristas são cobrados proporcionalmente ao seu deslocamento.
Cerca de 310 quilômetros de rodovias paulistas já têm o sistema implantado. Cada um dos pontos cobra o motorista de R$ 0,90 a R$ 5,80, a depender do local. Na prática, o sistema acaba pegando motoristas que usam a rodovia e que antes não eram tarifados.
O problema, segundo engenheiros de trânsito, é que a grande parte dos carros que hoje não pagam pedágio em rodovias trafega por áreas urbanas.
"Em muitos casos, a rodovia separa bairros do resto da cidade. Quando isso ocorre, geralmente não há alternativa para o motorista se locomover, senão pela estrada", analisa o consultor em transporte Flamínio Fichmann.
Para ele, nesses casos é preciso evitar que cidades cortadas por rodovias tenham sensores de cobrança. "Senão, o morador terá que pagar pedágio para comprar pão", diz.
A tese também é defendida pelo engenheiro e mestre em transporte Sergio Ejzenberg. "Na maioria das vezes, quem mora no entorno da rodovia é mais pobre. Se forem cobrados por cada deslocamento, o sistema que deveria trazer justiça tarifária se torna um instrumento de injustiça social."

Fonte: Folha de São Paulo. Link://folha.com/no1903582