sexta-feira, 30 de junho de 2017

Os motivos que levaram o fundador do Uber a cair em desgraça e deixar o comando da empresa

O fundador da Uber, o americano Travis Kalanick, anunciou na terça-feira (13/06) sua saída do comando da empresa americana e seu afastamento do trabalho por tempo indeterminado.

Travis Kalanick, presidente-executivo da Uber
A decisão ocorreu depois de uma auditoria sobre práticas gerenciais da empresa ter recomendado a demissão de dezenas de pessoas. A empresa esteve recentemente no centro de vários escândalos, envolvendo desde acusações de sexismo por parte de membros da diretoria a denúncias de assédio sexual feitas por passageiros do serviço de transporte privado.
Em um e-mail para os funcionários, Kalanick disse que sua saída faz parte dos esforços para "fazer um upgrade" da empresa.
"Para que a Uber 2.0 vingue, nada é mais importante para mim do que dedicar meu tempo para montar uma equipe de liderança. Mas se vamos trabalhar na Uber 2.0, eu preciso também cuidar do Travis 2.0", escreveu ele, sem especificar quanto tempo passará longe da empresa.
A Uber opera em 662 cidades ao redor do mundo, incluindo o Brasil, e tem valor de mercado de mais de US$ 232 bilhões.
Conhecido pelo estilo despojado e politicamente incorreto de liderança, Kalanick disse recentemente que sente "vergonha" de seu comportamento e que precisa amadurecer.
Mas quais foram os principais motivos que levaram o bilionário a cair em desgraça?
MACHISMO E BULLYING
Kalanick enfrenta críticas há um tempo. Em 2014, ele causou polêmica ao fazer uma piada de mau gosto durante uma entrevista para a revista masculina "GQ", dizendo que pensava em criar um serviço de delivery de mulheres, em resposta a uma pergunta sobre sua popularidade com o público feminino.
Em fevereiro, uma ex-engenheira da Uber, Susan J Fowler publicou em um blog suas experiências com o sexismo na empresa. O post viralizou e forçou Kalanick a pedir uma investigação interna. Outras denúncias de atitudes preconceituosas contra mulheres também despertaram atenção.
Na semana passada, a "Uber" anunciou a demissão de mais de 20 funcionários como resultado de uma análise de mais de 200 queixas feitas ao departamento de recursos humanos da empresa sobre assédio moral e bullying.
'TRAPAÇAS'
Em março deste ano, o jornal americano "The New York Times" alegou que a Uber estava usando um programa de computador que permitia identificar possíveis inspeções em regiões em que o aplicativo ainda não era permitido e impedir que inspetores conseguissem carros.
No mês seguinte, o mesmo jornal relatou que a Apple ameaçou banir a Uber de sua loja de aplicativos depois de vir à tona que a empresa estava coletando números de série de iPhones de usuários, o que permitia rastrear suas atividades. A Uber alegou que a prática era importante para evitar fraudes.
A Uber também não fez amigos no Google, cuja holding, a Alphabet, acusou Kalanick de usar tecnologia roubada da Waymo, sua empresa que desenvolve carros sem motorista. O bilionário negou, mas no mês passado demitiu Anthony Levandowski, um ex-empregado da Waymo que em 2016 começara a trabalhar para a Uber.
Outra reclamação constante é sobre a política de preços do Uber, em especial a que aumenta o preço das corridas em horários de maior demanda —incluindo durante momentos de apuros públicos, como a intensa nevasca que atingiu Nova York em 2013, ou os momentos seguintes ao atentado de London Bridge, em Londres, há duas semanas.
"Demos às pessoas mais opções de se locomover, isso é o mais importante", afirma Kalanick.
VIOLÊNCIA SEXUAL
Motoristas da Uber são alvos frequentes de acusações de assédio e violência sexual, e a empresa constantemente enfrenta críticas relacionadas ao rigor de sua checagem de antecedentes criminais de seus condutores. Nos EUA, por exemplo, a Uber não checa impressões digitais, algo exigido de todas as profissões que envolvam certo risco para o público —professores, médicos e motoristas de táxi, por exemplo.
Escândalo maior ainda foi a revelação de que executivos da empresa obtiveram ilegalmente a ficha médica de uma indiana vítima de estupro por um motorista na Índia, em 2014. Isso porque a Uber acreditava se tratar de uma "armação" de uma empresa rival.

Fonte: Folha de São Paulo (http://folha.com/no1892893)

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Mortes em acidentes de trânsito crescem 12,3% no mês de maio em SP

O total de mortes em acidentes na capital paulista cresceu 12,3% em maio deste ano, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Foram 91 mortes, contra 81 no mesmo mês do ano passado. Os pedestres seguem sendo as maiores vítimas, e o número de mortos atropelados também teve alta.
Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (19) pelo Infosiga, banco de dados do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, ligado ao governo Geraldo Alckmin (PSDB).
Do total de mortes no mês passado, 49 foram de pedestres. Em 2016, no mesmo mês, foram 38 mortes, o que representa alta de 28%.

Bombeiros resgatam feridos de acidente na marginal Tietê, em 29 de maio, em São Paulo

Os motociclistas vêm logo na sequência: foram 26 mortos em maio deste ano, contra 22 no ano passado, uma alta de 18%. No mesmo período, aconteceram quatro mortes de ciclistas, contra duas no ano passado.
Os dados apontam que é a maior alta mensal de mortes em acidentes desde que o prefeito João Doria (PSDB) aumentou as velocidades nas marginais Tietê e Pinheiros, no final de janeiro.
Em maio houve duas mortes na marginal Pinheiros. As vítimas eram mulheres. Uma delas, adolescente, morreu em acidente de automóvel, à noite, em uma colisão próxima à rua Engenheiro Mesquita Sampaio, em Santo Amaro (zona sul). Na mesma região, a outra morreu em uma moto após um choque de madrugada. A idade não foi divulgada.
O número total de mortes teve redução no acumulado entre janeiro e maio: de 409 para 399 (queda de 2,4%).
ESTADO
O Infosiga de maio aponta que também houve aumento de mortes em acidentes no Estado (505 em 2016, 518 em 2017, alta de 2,6%).
No acumulado do ano, porém, também há redução de óbitos (2.398 contra 2.266, redução de 5,5% –ou 132 mortes a menos).
O número de acidentes com vítimas também caiu: de 16.644 ocorrências, em maio do ano passado, para 15.825 (-4,9%).
Campinas (a 93 km de São Paulo) é a segunda cidade com mais mortes no trânsito. Lá, houve redução em maio. De 18 no ano passado para 14 neste ano.
MUDANÇAS
O especialista em segurança de trânsito Horácio Figueira afirma que os números do Infosiga mostram que é preciso mudar a fiscalização na capital. "É preciso que ela seja aleatória e em toda a cidade, não apenas na região central e arredores, aumentar o tempo de travessia para pedestres e reduzir velocidades nas marginais."
Para Dirceu Rodrigues Alves Junior, da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego), os dados de mortes de pedestres preocupam. "Não vejo atitudes governamentais para mudar essa realidade trágica", afirma o especialista.
OUTRO LADO
A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), da gestão João Doria (PSDB), afirmou, assim como fez em relação a dados anteriores, que não comenta "um estudo feito por outro órgão". Apesar disso, diz que "os dados do Infosiga são mais uma contribuição para a análise dos acidentes ocorridos na cidade".
A CET afirmou que, de janeiro a abril, houve redução de acidentes e de mortes nas marginais, em relação ao mesmo período de 2016.
"Esclarecemos que no ano, a CET registrou onze mortes nas marginais Tietê e Pinheiros, sendo um atropelamento de pedestre e dez mortes envolvendo motociclistas. Mais de 80% dos acidentes com vítimas nas marginais envolvem motos. De acordo com os registros, nenhum desses acidentes teve relação com a velocidade dos veículos envolvidos."

Fonte: Folha de São Paulo (http://folha.com/no1894272)

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Feriado prolongado registra 74 mortes e 1.150 feridos nas estradas federais

O feriado de Corpus Christ terminou com 74 pessoas mortas e 1.150 feridas nas estradas federais, segundo balanço divulgação nesta segunda-feira (19). De acordo com os dados da Polícia Rodoviária Federal, os dois índices tiveram redução em relação ao mesmo feriado no ano passado.
A operação especial da corporação teve início na última quarta (14) e terminou no domingo (18). Nesses cinco dias, foram contabilizados 230 acidentes graves –aqueles com feridos graves ou óbitos–, o que corresponde a uma queda de 20,7% na comparação com os 290 de 2016.
No caso dos feridos, a queda foi de 6,7%, passando de 1.232 no ano passado para 1.150 em 2017, e de 37% na contagem de mortes, pulando dos 118 óbitos registrados em 2016 para 74 neste ano. O número geral de acidentes, que incluem as batidas sem feridos graves ou mortes, não foi informado pela Polícia Rodoviária Federal.

Acidente envolvendo ônibus deixou 10 mortos no Piauí durante feriado prolongado de Corpus Christi

Um dos acidentes mais graves aconteceu na região próxima ao povoado de Paus, em Monte Alegre do Piauí (786 km de Teresina), onde um ônibus tombou, deixando dez mortos e 18 feridos, no último sábado (17).
Durante os cinco dias, policiais rodoviários federais também realizaram 47.357 testes do bafômetro, que resultaram em 941 autos de infração por embriaguez – aumento de 32% em relação a 2016, quando foram registrados 714. Ao todo, 120 condutores foram detidos por dirigir sob efeito de álcool.
As fiscalizações resultaram ainda em 3.149 autuações por falta de cinto de segurança e 454 autos de infração por falta de capacete. Outros 391 condutores foram autuados por falta do uso de cadeirinha –um aumento de 50% em relação ao ano passado, quando foram registradas 261 autuações desse tipo.
A ultrapassagem irregular também marcou o feriado prolongado como um dos principais motivos de multa –ao todo, 5.262 condutores foram autuados por cometer essa infração. A polícia também registrou 76.082 imagens de condutores com excesso de velocidade com radares em rodovias federais.
Apenas em São Paulo, o feriado de Corpus Christi contabilizou 58 acidentes, que resultaram em 57 pessoas feridas e três mortes. Além disso, 79 pessoas foram flagradas sem cinto de segurança, 35 fazendo uso de telefone celular e 123 fazendo ultrapassagem em locais proibidos.

Fonte: Folha de São Paulo (http://folha.com/no1894101)

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Taxistas aderem a aplicativos e cai procura por ponto de táxi em SP

Os taxistas de São Paulo estão usando mais os aplicativos de celular do que os telefones dos pontos de táxi para atender os passageiros. O aparelho que era frequentemente usado pelos clientes e que fica em uma espécie de guarita nos principais pontos da capital perdeu espaço, e em vários locais os motoristas já não se preocupam em ficar perto do telefone para receber as chamadas. Preferem olhar para o celular.
A capital tem mais de 1,3 mil pontos de táxi da capital paulistana, muitos dos quais ficam vazios boa parte do dia. 
Além dos pontos de táxi, a cidade de São Paulo possui também mais de 3,2 mil vagas registradas para os táxis comuns. São 1.022 vagas localizadas na Zona Oeste, 772 no Centro, 658 na Zona Sul, 540 na Zona Leste e 276 na Zona Norte.
Essas vagas são sorteadas pela Prefeitura, com regras definidas por uma portaria de 2013. E, em caso de vaga ociosa, o órgão informa que preenche com outro taxista, de acordo com as normas da portaria.
Alguns taxistas afirmam, porém, que dar plantão no ponto de táxi ainda é lucrativo.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Queda nos ganhos após chegada da Uber faz taxistas devolverem licenças em Florianópolis

Por: LEONARDO GORGES / Diario Catarinense



Queda nos rendimentos estimada em 50%, 60% ou até mesmo 70%. Horas parados no ponto à espera de um passageiro. Falta de uma perspectiva de melhora. Desde a chegada da Uber em Florianópolis, em setembro do ano passado, essa é a realidade vivida pelos taxistas da Capital. A concorrência com o aplicativo de transporte, que oferece corridas até 40% mais baratas, já fez com que muitos motoristas desistissem do táxi.

Não são apenas os taxistas que estão vendo seus ganhos minguarem. Permissionários, os chamados donos das placas, que recebem da prefeitura a permissão para explorar o serviço de táxi e, em sua maioria alugam os carros para outros condutores auxiliares, também estão sentindo o baque. Nos últimos meses, nove deles já devolveram as licenças para a prefeitura e ao menos outros 30 tiraram os carros de circulação por conta própria, segundo o sindicato da categoria (Sinditáxi). 

Esse desânimo é latente no ponto da Praça Santos Dumont, na Trindade, até pouco tempo o mais lucrativo da cidade. Por lá, em meio ao cenário de desesperança, quase todos pensam em mudar de carreira. É o caso de Alexsandro Ribeiro, que trabalha há três anos como taxista. Antes da chegada da Uber, ele costumava ganhar cerca de R$ 3 mil por mês. Hoje, esse valor não passa de R$ 1,2 mil.

— Não tenho mais ânimo para levantar e vir trabalhar. Essa semana ainda fico no táxi, mas na próxima eu já vou no Sine (Sistema Nacional de Emprego) atrás de outra coisa — afirma.

Situação semelhante é vivida pelo colega Carlos Junior. Ele conta que já se inscreveu em ao menos cinco vagas oferecidas em um site. Segundo ele, antes,um táxi na Trindade conseguia ganhar até R$ 600 brutos em dias bons. Agora, quando chega a R$ 200 já é uma alegria.

— Antes, a maioria fazia uma escala de 24 horas de trabalho por 24 horas de folga. Agora, muitos estão trabalhando 15 ou 16 horas todos os dias para conseguir pelo menos o que comer — diz. 

Para Diego Collet, que trabalha com táxi há seis anos, uma das alternativas seria virar motorista da própria Uber, porém ele conta que não tem um carro adequado aos padrões pedidos pelo aplicativo. Na última segunda-feira, em conversa com o DC, ele apontou para o seu bloquinho de controle e mostrou que havia feito apenas três corridas pequenas das 6h30 até as 11h.

— Eu também estou pensando em largar. Nosso ganho caiu mais da metade e, além disso, a gente nunca tira férias. Em seis anos, só tirei 10 dias para a minha lua de mel — conta.


Motoristas de táxis precisam esperar por horas para conseguir um passageiro
                                            Foto: Diorgenes Pandini / DC

Entre os donos de placas, também impera a desesperança. Quando eles alugam os carros para que outra pessoa preste o serviço, em geral, o ganho se divide entre 30% para o motorista auxiliar e 70% para o permissionário, que arca com a manutenção do veículo e todos os custos, do combustível ao imposto. Mas também há quem dirija o próprio carro, como Jaodfren Farias, que trabalha no ponto da Rua Francisco Tolentino, no Centro. 

Ele foi um dos aprovados no concurso público de 2015 que colocou 210 novos táxis nas ruas. Largou um emprego de gerente comercial em uma empresa de máquinas para se dedicar exclusivamente ao novo serviço.

— Hoje me arrependo — diz.

Segundo ele, o faturamento líquido mensal caiu 60%, para menos de R$ 3 mil. Farias não se diz contra a Uber, mas pede uma regulamentação do serviço, para haver uma "concorrência leal". Hoje, os táxis têm de passar por uma vistoria a cada seis meses e são cobradas taxas e impostos para prestar o serviço — que nem a Uber, nem os motoristas que trabalham com o aplicativo pagam.

— Temos que disputar na qualidade do serviço. No preço, a Uber vai continuar a "dar de relho" — conta.

Taxistas reclamam de "concorrência desleal"  com Uber, que não paga taxas e impostos
Foto: Diorgenes Pandini / DC



Regulamentação patina

Projetos para regulamentar o serviço de transporte por aplicativos tramitam desde o ano passado na Câmara de Florianópolis. Ainda na gestão de Cesar Souza Junior, uma comissão chegou a ser formada na prefeitura para debater o tema, porém não houve avanço. Na semana passada, o prefeito Gean Loureiro pediu o arquivamento de um projeto que estava pronto para ser votado no Legislativo. A justificativa é de que emendas descaracterizaram a proposta enviada pelo Executivo em janeiro e que havia incongruências com um projeto que tramita na Câmara Federal sobre o tema.

Segundo o secretário municipal de Mobilidade Urbana, Marcelo Silva, uma nova comissão está sendo formada com representantes da prefeitura, dos taxistas e dos aplicativos de transporte. A ideia é apresentar um projeto à Câmara até o final de julho. No Brasil, o transporte por aplicativos já é regulamentado nas cidades de São Paulo e Porto Alegre.

Silva diz ainda que as nove placas devolvidas pelos permissionários à prefeitura serão repassadas, com o aval da Procuradoria do município, a aprovados que ficaram na lista de espera no concurso de dois anos atrás. Sete das licenças que retornaram ao Executivo são desse último processo seletivo. 

Ao todo, Florianópolis tem 646 táxis. A Uber não informou o número de motoristas atuando em Florianópolis. Disse apenas que são "mais de 50 mil" colaboradores em todo o Brasil. 

Melhora no serviço é essencial

Para o professor Daniel Pinheiro, do departamento de Administração Pública da Universidade do Estado de Santa Catarina (Esag/Udesc), o serviço de táxi vive um momento de ajuste. Antes mesmo da chegada da Uber, a crise econômica já havia diminuído o número de clientes. 

— Embora Florianópolis tenha sentido menos a crise do que outros lugares, sempre há um impacto nos serviços e as pessoas acabam segurando um pouco os gastos. Como o táxi geralmente não é a primeira opção de transporte, é uma das primeiras coisas a ser cortada — diz Pinheiro.

O acadêmico acredita que os taxistas continuarão a sofrer com queda de rendimento num futuro próximo, porém o serviço não vai acabar e a melhora passa necessariamente por uma mudança no serviço oferecido ao cliente:

— Com um cenário de concorrência, é natural que ocorra esse ajuste. O tempo de os taxistas tratarem mal os clientes passou. O bom motorista sempre vai ter passageiro.

Pinheiro diz também que pesquisas realizadas na Udesc apontam que o morador de Florianópolis ainda tem uma tendência a escolher o táxi, portanto há terreno a ser reconquistado. Na opinião do professor, o serviço possui a vantagem de ser um transporte teoricamente mais seguro para o passageiro, enquanto a Uber tem os fatores preço e novidade a seu favor.


— O serviço de táxi já teve uma melhora significativa, com a renovação da frota, por exemplo. Porém a postura no serviço ainda deixa muito a desejar — finaliza.


terça-feira, 6 de junho de 2017

Taxistas de SP se manisfestam para cobrar nova regularização do Uber

Taxistas fizeram uma carreata pelas ruas de São Paulo para pressionar sobre uma nova regularização do Uber. O ato começou no estádio do Pacaembu, na Zona Oeste, e terminou em frente a um hotel na Zona Sul. Outro ato de taxistas ocupou parte do Viaduto do Chá, onde fica a Prefeitura.
Eles queriam pressionar a Prefeitura de São Paulo a publicar o decreto que irá regulamentar novas regras para os aplicativos ao transporte individual de passageiros. Ele preveria, por exemplo, a fiscalização do Uber pela administração municipal. Atualmente, o Uber atua em São Paulo por conta de uma regulamentação da gestão anterior, do prefeito Fernando Haddad (PT).

Sobre o protesto de taxistas, Doria (PSDB) afirmou que a prefeitura tem uma boa relação com a categoria e que continuará dialogando. Segundo ele, a crise econômica afetou o setor e os aplicativos acabaram divindindo o mercado ainda mais.
"Já reduzimos taxas para que pudessem ter uma equidade melhor e continuamos estudando o assunto e dialogando", disse Doria. No último mês, a administração flexibilizou o pagamento de parcelas para a categoria táxi preto e permitiu a devolução do alvará.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Confira os preços das tarifas de táxi no Brasil

As cidades de Belém e Rio de Janeiro têm as tarifas mais caras de táxi entre as capitais brasileiras, segundo levantamento feito pelo G1 considerando os preços de bandeira 1. Nesses locais, os preços são de R$ 5,61 e R$ 5,40, respectivamente. A terceira cidade com o preço mais caro é Curitiba, com R$ 5,40, seguida por Brasília, com R$ 5,24.
Entre as cidades com as tarifas mais baixas, o menor valor é de R$ 4, cobrado em Boa Vista e Manaus. O segundo menor valor é o de por Palmas, com R$ 4,10, seguido por Macapá, com R$ 4,15.


Tarifa de táxi
CidadePreço (bandeira 1)
AracajuR$ 4,50
BelémR$ 5,61
Belo HorizonteR$ 4,70
Boa VistaR$ 4
BrasíliaR$ 5,24
Campo GrandeR$ 4,50
CuiabáR$ 4,25
CuritibaR$ 5,40
FlorianópolisR$ 4,20
FortalezaR$ 4,76
GoiâniaR$ 4,39
João PessoaR$ 4,50
MacapáR$ 4,15
MaceióR$ 4,79
ManausR$ 4
NatalR$ 4,85
PalmasR$ 4,10
Porto AlegreR$ 5,18
Porto VelhoR$ 5,08
RecifeR$ 5,12
Rio BrancoR$ 4,50
Rio de JaneiroR$ 5,40
SalvadorR$ 4,81
São LuísR$ 4,50
São PauloR$ 4,50
TeresinaR$ 4,50
VitóriaR$ 4,44

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Transcap promove palestra com a BV Seguros sobre atenção no trânsito para motoristas

Para finalizar o mês de campanha do “Maio Amarelo” que promoveu uma reflexão e a conscientização das possibilidades de escolhas no dia a dia que podem acarretar graves conseqüências no trânsito, a empresa Transcap convidou Edmam Coimbra-Presidente da BV Seguros para realizar uma palestra sobre atenção no trânsito direcionada para os motoristas de Ônibus.
Tiveram cerca de 300 motoristas que participaram dessa ação que foi dividida em 2 etapas.
Na etapa matutina, o Sr Alex Lima Ferreira da Transcap abriu os trabalhos sobre a importância da prevenção de acidentes envolvendo passageiros e pedestres.
Na parte da tarde Cleiyton Rodrigo Germano discursou sobre o mesmo tema, enfatizando a responsabilidade social de todos nos. “Estamos sempre incentivando nossos motoristas a terem atenção máxima no transito e muito carisma e educação com os passageiros, pois se fazemos nossa ação do dia a dia o mundo vai melhor cada vez mais”, afirma Germano.
Após cada etapa do evento foram sorteados brindes para os participantes