segunda-feira, 8 de outubro de 2018

4 em cada 10 mortes no trânsito na Grande SP acontecem em rodovias

Trânsito intenso na rodovia Ayrton Senna, no sentido interior

De 2015 até junho deste ano foram 3.254 casos, sendo 1.207 nas estradas

Quatro em cada dez mortes em acidentes de trânsito nas cidades da Grande SP, excetuando-se a capital, ocorreram em rodovias. Levantamento feito pelo jornal Agora, do Grupo Folha, que edita a Folha, com base no Infosiga, do governo estadual, mostra que, de 2015 até junho deste ano foram 3.254 casos, sendo 1.207 nas estradas.

Cortada por Fernão Dias, Presidente Dutra e Ayrton Senna, Guarulhos foi a cidade com o maior número de mortes no período (204).Entre as rodovias que aparecem identificadas no Infosiga, o destaque negativo ficou com a Régis Bittencourt, responsável por 171 casos.

O trânsito mata nas estradas principalmente adultos jovens do sexo masculino (18 a 39 anos), que correspondem a quase metade das vítimas. No geral, homens são praticamente 8 em cada 10 vítimas.

Não só quem está no veículo morre nos acidentes. Quatro em cada dez mortes foram de pedestres, e um quarto dos mortos era motociclista.

Os acidentes fatais ocorrem principalmente no período noturno e na madrugada, com 6 em cada 10 casos.

O fim de semana é o período mais perigoso. Quatro em cada dez (41,5%) mortes em acidentes ocorreram aos sábados e domingos.

SEGURANÇA
Capitão do 1º Batalhão da Polícia Rodoviária Estadual, Milton Ossamu Yuki afirma que foram indicados alguns pontos como os principais causadores de mortes no trânsito. Entre eles, a presença de pedestres nas rodovias. 

“Há muitas pessoas que morrem atropeladas a 100 metros de uma passarela. Criamos algumas ações em parceria com concessionárias. A Ecovias [concessionária], por exemplo, oferece café da manhã nas passarelas para atrair a atenção dos pedestres”, diz.

Outro ponto tem chamado a atenção da polícia nas rodovias. “Em 2017, incluímos o celular como um dos problemas. Virou epidemia. A falta de atenção é causada pelo uso do aparelho e já acionamos os batalhões para que façam a fiscalização.”

Imprudência e inexperiência são os motivos para o grande número de mortes entre adultos jovens, segundo o capitão.

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Acidente na rodovia Dutra
Minha Folha

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SEM SURPRESA

Para o especialista em tráfego Creso de Franco Peixoto, o alto número de mortes nos trechos de rodovia que passam pelas cidades da região metropolitana de São Paulo não é nenhuma surpresa.

“Infelizmente é o que se esperaria com alguns fatores, como alto índice de motorização na região da Grande São Paulo, a falta de controle de velocidade em trechos mais curtos de algumas rodovias, a sensação de que na rodovia você pode acelerar mais e a percepção dos motoristas de que bebem e dirigem bem”, analisou o professor da FEI (Fundação Educacional Inaciana).

Segundo ele, é preciso rever os radares. “A fiscalização por radares se esgotou. Precisamos de modelo de controle de radar por espaço”, afirmou. Neste modelo, aparelhos calculam se o condutor excedeu velocidade média pelo tempo que levou entre um ponto e outro.

“O motorista que usa trechos curtos de rodovia, tem o comportamento do motorista urbano. E é um comportamento muito perigoso, e em rodovias é mortal, com velocidade maior do que em área urbana. E a velocidade elevada falseia a percepção do pedestre, que acaba sendo atropelado. Em área urbana é preciso uma quantidade enorme de passarelas”, ponderou o engenheiro de tráfego Sérgio Ejzenberg.

RESPOSTA
No período citado pela reportagem, entre 2015 e 2017, a Arteris diz que registrou redução de 13% no número de mortes (96 para 83) em todo o trecho da rodovia Régis Bittencourt, de São Paulo a Curitiba (PR) e que isso é foco de ações permanentes com foco em segurança viária. 

Segundo a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), sob gestão Márcio França (PSB), até o fim de maio de 2018 foram registradas 1.492 ocorrências. No mesmo período de 2017 foram 1.576 acidentes. Segundo o órgão, houve queda de 5,3% no número de acidentes.

Fonte: Folha de São Paulo

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Motoristas de Uber e Cabify protestam em Madri contra mudanças na lei


Governo espanhol deve aprovar regras mais duras contra os aplicativos de transporte

Milhares de motoristas dos serviços Uber e Cabify, portando bandeiras e entoando slogans como "queremos trabalhar", protestaram em Madri, contra os planos do governo de aprovar novas regras que irão limitar a atuação dos aplicativos de transporte.

Os motoristas das empresas, que enfrentaram reclamações de taxistas em todo o mundo por supostamente oferecerem concorrência desleal, ofereceram passeios gratuitos por 12 horas um dia antes da greve, disse a associação comercial Unauto.

Manifestantes seguram faixas com os escritos "Pelo direito de trabalhar", em ato em Madri, na Espanha - AFP
Na Espanha, há quase 11 mil veículos com licenças de compartilhamento de transporte e mais de 65 mil com licenças de táxi, segundo dados do Ministério Público, com mais de 150 mil taxistas e 15 mil motoristas Uber e Cabify operando em todo o país.

O motorista do Cabify Juan Antonio Sastre, de 57 anos disse que teme pelo seu trabalho antes do novo regulamento ser aprovado na sexta-feira. "Nós não sabemos o que vai acontecer a seguir, nosso futuro é incerto", disse ele, enquanto participava da manifestação.

Detalhes completos do novo regulamento ainda não foram anunciados, embora se espere que novas leis incluam restrições adicionais para os serviços não relacionados a táxi oferecidos pelas empresas.

Apoiado por investidores, incluindo o Goldman Sachs e o BlackRock, e avaliado em mais de US$ 70 bilhões, o Uber vê a Europa Ocidental como um mercado cada vez mais importante.

O Uber enfrentou processos judiciais em vários países do mundo, com taxistas londrinos planejando uma ação judicial coletiva e o governo de Nova York questionando os serviços depois de uma onda de suicídios por motoristas de táxi que lutavam para competir.

Os motoristas de táxi, que fizeram sua própria greve de seis dias no início de agosto para protestar contra as licenças do Uber e do Cabify, dizem que os serviços, que são contratados por meio de aplicativos de smartphones e não nas ruas, estão deliberadamente cobrando menos.

"Não podemos competir com corporações como Uber e Cabify, seus preços estão muito baixos", disse o motorista de táxi Jorge Gordillo, de 33 anos, em Madri.

Fonte: Folha de São Paulo

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

CNH no Brasil: veja 4 mudanças na habilitação

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A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) está passando por várias mudanças no Brasil, que vão desde o seu formato até o próprio processo de habilitação e renovação.

Veja o que está previsto para mudar nos próximos meses e anos:

1) Motos e 'cinquentinhas' terão aulas na rua
Quem for tirar a 1ª habilitação para motos (A) ou ciclomotores (ACC), conhecidas como cinquentinhas, terá que fazer aulas e exames nas ruas a partir de junho. Atualmente, os alunos rodam com esses veículos apenas em circuito fechado.

2) Baliza mais difícil
Outra mudança prevista para começar em junho é na prova da baliza, que ficará mais difícil. Os candidatos terão que fazer 2 manobras obrigatórias. Até então, apenas um tipo era aplicado: o modelo ficava a critério do Detran.

3) CNH com chip em 2019
A carteira de habilitação também será modernizada, virando um cartão com chip. Prevista para ocorrer até 1º de janeiro de 2019, a mudança na parte física da CNH vai torná-la em um "cartão inteligente".

4) CNH digital
A versão digital da habilitação deve começar a ser emitida em todo o país a partir de 1º de julho. Ela será opcional e a CNH física continuará valendo. Alguns estados já emitem a versão digital.

Fonte: G1

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Prefeitura de SP lança site para divulgar dados sobre acidentes de trânsito

VIDA SEGURA
Site 'Vida segura' tem informações sobre localização dos acidentes, tipos, horário, dias da semana, pontos críticos por região, além de gênero e idade das vítimas.

A Prefeitura de São Paulo lançou uma plataforma na internet em que a população poderá acessar os dados relacionados a acidentes de trânsito na capital paulista.

O site traz informações sobre localização dos acidentes, tipos, horário, dias da semana, pontos críticos por região, além de gênero e idade das vítimas, dentre outras informações, como tipo de veículo envolvido. É possível também fazer o recorte por vias ou prefeituras regionais.

O site integrará dados de acidentes dos últimos três anos (2015, 2016 e 2017) e buscará, segundo a Prefeitura, aumentar a transparência na divulgação de informações sobre acidentes na capital.

A plataforma "Vida Segura" poderá ser acessada por este link e foi lançada pelo prefeito Bruno Covas e o secretário municipal de Transportes, João Octaviano, durante seminário sobre mobilidade realizado em uma biblioteca em São Paulo.

'Nenhuma morte no trânsito é aceitável'
Segundo Octaviano, o objetivo é que cidadãos e estudiosos possam ter as mesmas informações que a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

"Estamos entrando no objetivo de Visão Zero, em que nenhuma morte no trânsito é aceitável. O objetivo é atingir a meta de 6 mortes por 100 mil pessoas em 2020, que é uma meta mundial. Hoje, a cidade de São Paulo já está com 6,3", disse Octaviano. Em 2017, eram 6,57 mortes no trânsito por 100 mil habitantes na capital.

"A plataforma vai dar todas informações para análises específicas, para que possamos identificar as causas dos acidentes e rapidamente agir com políticas públicas", salientou Octaviano. "Na marginal, por exemplo, na região da ponte do Morumbi, na pista expressa, passam cerca de 4.500 motos por hora. Estes dados nos ajudam a tomar medidas preventivas", salientou o secretário.

A diferença em relação ao Infosiga, do governo do Estado, é que, nesta plataforma da Prefeitura, os dados são obtidos diretamente do boletim de ocorrência da Polícia Civil. Já para o "Vida Segura", técnicos da CET lêem e analisam os boletins de ocorrência, além de acompanharem o estado das vítimas durante um mês após o acidente.


A previsão, segundo o prefeito Bruno Covas, é que, a partir de abril de 2019, a plataforma tenha disponível dados do último trimestre (o primeiro trimestre daquele ano), "para que as medidas de correção possam ser tomadas cada vez mais imediatamente e haja cada vez transparência nos dados, que são da população".

O lançamento do site integra atividades da Semana da Mobilidade, para chamar a atenção da sociedade sobre o respeito da proteção do pedestre, que levará manifestações teatrais a terminais de ônibus e a avenidas com dicas de prevenção de acidentes.

https://vidasegura.prefeitura.sp.gov.br

Fonte: G1